Após 63 anos, rede de calçados fecha 2.500 lojas de uma vez e deixa cerca de 16 mil trabalhadores sem emprego

27.07.2026

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Após 63 anos, rede de calçados fecha 2.500 lojas de uma vez e deixa cerca de 16 mil trabalhadores sem emprego

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Após 63 anos, rede de calçados fecha 2.500 lojas de uma vez e deixa cerca de 16 mil trabalhadores sem emprego

A segunda tentativa de reorganização terminou em liquidação regional, com milhares de pontos encerrados e forte impacto sobre os empregos.

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Após 63 anos, rede de calçados fecha 2.500 lojas de uma vez e deixa cerca de 16 mil trabalhadores sem emprego
Após 63 anos, rede de calçados fecha 2.500 lojas de uma vez e deixa cerca de 16 mil trabalhadores sem emprego

A rede de calçados era a Payless ShoeSource, varejista criada em 1956 que decidiu encerrar cerca de 2.500 lojas na América do Norte. A segunda recuperação judicial em menos de dois anos levou à liquidação e atingiu aproximadamente 16 mil trabalhadores.

Qual rede de calçados fechou cerca de 2.500 lojas?

A Payless ShoeSource construiu sua presença vendendo calçados e acessórios a preços populares. Fundada pelos primos Louis e Shaol Pozez, a companhia cresceu a partir do Kansas e chegou a operar milhares de pontos em dezenas de países.

O fechamento anunciado em 2019 alcançou a estrutura norte-americana, incluindo aproximadamente 2.100 lojas nos Estados Unidos e Porto Rico e centenas de unidades canadenses. A operação digital regional também entrou no processo de encerramento.

Após 63 anos, rede de calçados fecha 2.500 lojas de uma vez e deixa cerca de 16 mil trabalhadores sem emprego
Após 63 anos, rede de calçados fecha 2.500 lojas de uma vez e deixa cerca de 16 mil trabalhadores sem emprego

Por que a segunda recuperação judicial não salvou a empresa?

A primeira passagem pelo Capítulo 11 da legislação americana ocorreu em 2017. A Payless fechou centenas de lojas e reduziu mais de US$ 800 milhões em dívidas, mas deixou o processo com cerca de US$ 400 milhões em empréstimos.

Segundo o responsável pela reestruturação, ainda restavam dívida excessiva, lojas demais e uma consolidação incompleta de sistemas e despesas administrativas. O tamanho da rede continuou pesando enquanto o varejo físico enfrentava concorrência crescente das compras digitais.

Como milhares de lojas foram encerradas de uma vez?

A companhia entrou novamente em recuperação judicial em 18 de fevereiro de 2019, depois que as vendas de liquidação já haviam começado. O plano previa fechar todos os pontos norte-americanos até o fim de maio e também desativar o comércio eletrônico regional.

O pedido declarou ativos e passivos entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão cada. Pela cotação de 18 de fevereiro, essa faixa correspondia aproximadamente a R$ 1,9 bilhão até R$ 3,7 bilhões, conversão histórica de referência.

O encerramento reuniu quatro movimentos principais:

Liquidação do estoque nas lojas norte-americanas
Encerramento dos contratos dos pontos comerciais
Desativação da antiga operação regional pela internet
Proteção separada para as subsidiárias canadenses

Por que cerca de 16 mil trabalhadores perderam o emprego?

A rede empregava aproximadamente 13.700 pessoas nos Estados Unidos, Porto Rico, Ilhas Virgens Americanas e Guam, além de cerca de 2.400 no Canadá. A maior parte trabalhava diretamente nas lojas que seriam fechadas.

Documentos do processo indicavam cerca de 5.400 trabalhadores em jornada integral e 10.800 em jornada parcial. A empresa pediu autorização para manter salários e benefícios durante a liquidação, pois precisava dos funcionários até o término das vendas de encerramento.

Por que as franquias internacionais continuaram abertas?

O pedido judicial foi apresentado pela companhia e por subsidiárias norte-americanas, sem incluir lojas de outros mercados. A estratégia preservava operações consideradas mais rentáveis na América Latina e contratos de franquia mantidos por parceiros internacionais.

Por isso, fechar 2.500 lojas não significou apagar todos os pontos Payless do mundo. A separação jurídica e comercial permitiu que unidades fora da região continuassem atendendo, enquanto a antiga estrutura própria da América do Norte era liquidada.

Os números delimitam o verdadeiro alcance da crise:

Indicador Resultado Leitura
Lojas encerradas Operação norte-americana
Cerca de 2.500
Liquidação regional
Trabalhadores afetados Estados Unidos e Canadá
Aproximadamente 16 mil
Grande impacto social
Operação internacional Mercados fora do processo
Continuou funcionando
Marca preservada

Leia também: O que diz a lei para quem circula apenas com a CNH Digital?

A marca Payless desapareceu depois dos fechamentos?

Não. A antiga operação física norte-americana terminou, mas a empresa saiu do segundo processo judicial em janeiro de 2020 e relançou o comércio eletrônico meses depois. A marca também permaneceu presente em mercados atendidos por franquias.

A cobertura da segunda recuperação judicial confirma que as lojas externas não foram incluídas. Assim, o episódio eliminou milhares de empregos e uma extensa rede regional, mas não toda a Payless: a rede de calçados sobreviveu com outra estrutura.

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