Americano é preso após torturar italiano para roubo de bitcoins
Investidor de criptomoedas é acusado de manter turista preso por três semanas para obter senha de acesso a uma conta
Um investidor americano de criptomoedas foi preso em Nova York acusado de sequestrar e torturar um turista italiano durante três semanas para tentar roubar sua senha de acesso a uma conta de bitcoin.
Segundo a polícia, John Woeltz, de 37 anos, manteve a vítima em cativeiro em uma casa alugada em Manhattan. Ele foi indiciado por sequestro, agressão, prisão ilegal e porte ilegal de arma.
A vítima, um italiano de 28 anos, conseguiu fugir na sexta-feira, 23, e pedir ajuda a um agente de trânsito. Ele apresentava cortes, hematomas e marcas nos pulsos, segundo a polícia. Levado a um hospital, relatou que foi espancado, sofreu choques elétricos e teve uma arma apontada para a cabeça em diversas ocasiões.
De acordo com a denúncia criminal, Woeltz e outro homem – ainda foragido – roubaram os eletrônicos e o passaporte da vítima, exigindo a senha de acesso à sua conta de bitcoin. Quando ele se recusou, foi submetido a semanas de tortura. Os agressores também ameaçaram matar seus familiares e o suspenderam na beirada de uma escada, ameaçando jogá-lo.
Os criminosos chegaram a amarrar a vítima e instalaram um rastreador AirTag em seu pescoço para impedir sua fuga. No local do cativeiro – uma casa cujo aluguel é avaliado em até US$ 75 mil por mês – a polícia encontrou armas, objetos usados na tortura e imagens da vítima amarrada.
Segundo fontes ligadas à investigação, Woeltz tem negócios com criptomoedas e patrimônio estimado em US$ 100 milhões. A vítima também atua no setor e teria cerca de US$ 30 milhões em ativos digitais. Os dois já se conheciam, segundo investigadores.
Uma terceira pessoa, Beatrice Folchi, também foi presa, embora as autoridades não tenham esclarecido qual teria sido sua participação no crime.
Woeltz teve a prisão mantida durante audiência no sábado. A próxima sessão no tribunal está marcada para quarta-feira.
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