Alemanha e Holanda acusam Moscou de aumentar uso de armas químicas
Relatório das inteligências indicou que militares russos estariam usando cloropicrina e o agente antimotim CS contra o exército ucraniano
Os serviços de inteligência da Alemanha e Holanda indicaram que as forças russas aumentaram o uso de armas químicas proibidas na guerra contra a Ucrânia, segundo a agência Reuters.
De acordo com relatórios das agências dos países, os militares da Rússia estariam usando produtos químicos, entre os quais cloropicrina e o agente antimotim CS, contra o exército ucraniano no ‘front’ da guerra.
“Estas são operações observadas de forma independente, com base em nossas próprias investigações”, diz Peter Reesink, chefe da Agência de Inteligência Militar Holandesa (MIVD).
As investigações detalharam que o exército russo estaria lançando cloropicrina e compostos semelhantes a partir de drones ou munições improvisadas, com o objetivo de forçar soldados ucranianos a abandonar suas posições defensivas.
O ministro da Defesa em exercício da Holanda, Ruben Brekelmans, afirmou que a “intensificação do uso de armas químicas é preocupante porque responde a uma tendência observada há anos, em que o uso desses compostos em guerras agora parece ser padronizado e comum.”
“O uso generalizado de cloropicrina e gás lacrimogêneo como armas de guerra reduz o limite internacional contra seu uso e representa um perigo não apenas para a Ucrânia, mas para o resto da Europa e do mundo”, disse Brekelmans.
A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), órgão regulador internacional com sede em Haia e 193 estados-membros, confirmou anteriormente incidentes envolvendo o uso de agentes de CS na Ucrânia.
No entanto, a OPAQ não deu início a uma investigação sobre os incidentes, porque ela deveria ser solicitada pelos estado-membro.
A Ucrânia afirma que pelo menos 9 mil ataques com armas químicas foram registrados desde o início da guerra.
A Rússia é signatária da Convenção sobre Armas Químicas, que proíbe o uso de agentes como cloropicrina e CS, e negou o uso de munições químicas.
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