Alemanha apoia bombardeios dos EUA e Israel contra o Irã
Chanceler afirma que “não há mais como contestar” que regime iraniano busca bomba atômica
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda, 23, que os ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas são justificáveis.
Durante evento promovido pela indústria alemã em Berlim, ele declarou: “As evidências de que o Irã continua no caminho de desenvolver uma arma nuclear não podem mais ser seriamente contestadas”.
Segundo ele, “não há razão para criticar o que Israel iniciou no Irã em 13 de junho, nem o que os Estados Unidos fizeram no fim de semana. Não é isento de riscos. Mas manter as coisas como estavam também não era uma opção”.
As falas do chefe de governo alemão referem-se ao bombardeio conduzido por Israel contra centros de enriquecimento e bases militares do Irã, seguido pela operação americana na madrugada de sábado, 21.
Os EUA atacaram os complexos de Fordow, Natanz e Isfahan com bombardeiros B-2 e mísseis Tomahawk. Washington afirmou que destruiu estruturas subterrâneas usadas no enriquecimento de urânio em profundidades superiores a 80 metros.
“Ninguém precisa de instalações a cem metros de profundidade para fins pacíficos”, disse o chanceler.
Ele também qualificou o regime iraniano como “terrorista” e apontou o financiamento a grupos como Hamas, Hezbollah e milícias no Iraque como evidência de sua hostilidade contra Israel.
O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, também declarou apoio às operações. Segundo ele, os ataques foram “uma etapa importante para conter uma ameaça concreta e estabilizar a região”.
A posição alemã provocou reações na Europa.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou em Oslo que “não há arcabouço legal” para os ataques dos EUA, mesmo concordando com a meta de impedir o Irã de obter armas nucleares.
“A soberania dos povos e a integridade territorial devem ser respeitadas”, disse.
O premiê do Reino Unido, Keir Starmer, considerou o Irã com armas nucleares como “a maior ameaça à estabilidade regional”.
Em vídeo, ele declarou que “os Estados Unidos agiram para reduzir essa ameaça. Agora é preciso desescalar e retomar o diálogo”.
No domingo, 23, o Irã lançou mísseis contra a base americana de Al Udeid, no Catar. Os EUA informaram que os projéteis foram interceptados e não houve vítimas.
O presidente Donald Trump classificou a resposta iraniana como “muito fraca” e disse que Teerã “avisou com antecedência” sobre o ataque.
O trio europeu formado por Alemanha, França e Reino Unido publicou nota pedindo moderação e retorno às negociações.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)