“Agora estão em boas mãos”, diz porta-voz das FDI sobre reféns libertadas
Romi Gonen, Emily Damari e Doron Steinbrecher passam por check-up inicial, antes de serem levadas a um hospital
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), contra-almirante Daniel Hagari, afirmou que Romi Gonen, Emily Damari e Doron Steinbrecher, libertadas neste domingo, 19, pelo grupo terrorista Hamas, “estão agora em boas mãos”.
“Elas estão em nossas mãos. Elas estão voltando para casa”, afirmou em coletiva de imprensa.
As três mulheres estão sendo levadas para uma instalação perto da fronteira para um check-up inicial, antes de serem levadas a um hospital.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, afirmou que a nação inteira está “regozijando-se com seu retorno” depois que as três cruzaram para Israel após 471 dias em cativeiro.
“Enviamos a você e suas famílias um grande abraço. Este é um dia de alegria e conforto, e o início de uma jornada desafiadora de recuperação e cura juntos”, diz Herzog, enviando seus pensamentos às “famílias ansiosas e enlutadas cujos entes queridos ainda não retornaram”.
As FDI divulgaram um vídeo das mães das agora ex-reféns. Elas estão em uma instalação militar perto da fronteira com Gaza.
Como mostramos, elas foram entregues a representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que coordena o transporte para posições controladas pelo Exército de Israel.
Leia também: Quem são as três reféns israelenses na lista do Hamas a serem libertadas
Troca de prisioneiros
Em contrapartida, Israel deve soltar 90 prisioneiros palestinos, incluindo mulheres e menores de idade, detidos em prisões do país.
De acordo com o jornal israelense Haaretz, o processo de transferência dos prisioneiros palestinos começou por volta das 15h (horário local).
Do total, 78 serão enviados para a Cisjordânia e 12 para Jerusalém Oriental. Todos passarão por exames médicos e verificações de identidade antes de serem entregues à Cruz Vermelha ou à Polícia de Israel, dependendo do destino.
Atrasos e tensões
O início do cessar-fogo foi atrasado em cerca de três horas devido à demora do Hamas em enviar a lista com os nomes das reféns a Israel.
O grupo terrorista atribuiu o atraso a “complicações no terreno e à continuidade dos bombardeios”.
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