A roupa ‘Made in China’ da porta-voz da Casa Branca
A polêmica teve início com um tweet do diplomata Zhang, que declarou: "Acusar a China é um negócio. Comprar na China é uma realidade"
No contexto atual de tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, se viu no centro de uma controvérsia após ser criticada pelo embaixador chinês Zhang Zhisheng por usar uma roupa supostamente fabricada na China.
A polêmica teve início com um tweet do diplomata Zhang, que declarou: “Acusar a China é um negócio. Comprar na China é uma realidade.”
O comentário foi motivado por uma elegante vestimenta vermelha com detalhes pretos que Leavitt usou. Segundo o embaixador, a peça é uma criação proveniente da China.
Ele afirmou que um funcionário de uma empresa chinesa reconheceu a renda da roupa como sendo de sua fabricação, compartilhando imagens e comentários do Weibo, uma rede social popular na China, que confirmariam a origem da renda.
A situação rapidamente gerou um intenso debate nas redes sociais. Alguns internautas apontaram hipocrisia de líderes ocidentais que se opoem ao “made in China” enquanto usam produtos originários do país asiático.
Um usuário ironizou: “Karoline Leavitt critica o ‘made in China’, enquanto veste uma bela roupa em renda ‘made in China’.” Este comentário se tornou viral, alcançando mais de 1,7 milhões de visualizações e 60 mil curtidas.
Original ou cópia?
Por outro lado, muitos americanos saíram em defesa de Leavitt, argumentando que praticamente tudo é fabricado na China e que a produção chinesa frequentemente copia criações ocidentais.
Anthony Brian Logan, um influenciador conservador americano, acrescentou que a roupa da porta-voz pode ser uma versão original de algo que foi copiado.
Este incidente ocorre em um cenário onde as duas potências estão em disputa sobre tarifas comerciais.
Em 10 de abril, o ex-presidente Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de 145% sobre produtos chineses, levando Pequim a responder com taxas de 125% sobre produtos americanos no dia seguinte.
Esse ciclo de retaliação pode reduzir o comércio global em até 1,5% até 2025, conforme estimativas da Organização Mundial do Comércio.
Diante desse cenário conturbado, cada detalhe relacionado às vestimentas usadas por figuras políticas ganha destaque.
A jornalista Rosemary Feitelberg, chefe de moda da revista Women’s Wear Daily, sugeriu que Leavitt deveria aparecer no próximo briefing usando suas roupas ao avesso para mostrar as etiquetas visíveis, assim justificando a origem americana das suas vestimentas.
Ela também ressaltou a importância de mostrar que é possível para um americano se vestir exclusivamente com marcas locais — embora peças com etiqueta “Made in USA” sejam cada vez mais raras quando comparadas às “Made in China”.
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