A quarta reunião entre Witkoff e Putin sobre cessar-fogo
Enviado especial americano viajou a Moscou para conversar com ditador russo sobre fim da invasão à Ucrânia
O enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, visitou nesta sexta-feira, 25, o ditador russo, Vladimir Putin, em Moscou, para tratar do fim da invasão russa à Ucrânia.
“Houve uma discussão sobre a possibilidade de renovar as negociações diretas entre representantes da Federação Russa e da Ucrânia”, disse o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov.
Esta é o quarto encontro entre os dois desde o retorno de Trump à Casa Branca.
Duas semanas atrás, o representante americano esteve com o ditador russo em São Petesburgo, de onde afirmou que um dos problemas para se chegar a um acordo com a Ucrânia seria a questão territorial.
Segundo Witkoff, Kiev nunca reconheceria a ocupação russa em seu território.
Posição russa
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que Moscou está pronta para acabar com a guerra na Ucrânia.
No entanto, o que se vê na prática é diferente.
Na quinta-feira, 24, tropas de Putin bombardearam Kiev com mísseis e drones, deixando pelo menos nove mortos em Kiev.
Após os bombardeios, Trump afirmou ‘não estar satisfeito’ com os recorrentes ataques russos à Ucrânia e fez um pedido ao ditador.
“Não estou satisfeito com os ataques russos em Kiev. Desnecessários e em péssimo momento. Vladimir, PARE! 5.000 soldados estão morrendo por semana. Vamos CONCLUIR o Acordo de Paz!”, escreveu Trump no Truth Social, referindo-se ao ditador russo Vladimir Putin apenas pelo primeiro nome.
Crimeia
O governo Trump pressiona a Ucrânia a aceitar um plano de paz que favorece a Rússia e reconhece a Crimeia como território russo.
Ao Wall Street Journal, Zelensky reafirmou na quarta, 23, que a “Ucrânia não reconhecerá legalmente a ocupação da Crimeia”.
Trump atacou o homólogo ucraniano nas redes sociais.
“O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está se gabando na primeira página do Wall Street Journal de que ‘a Ucrânia não reconhecerá legalmente a ocupação da Crimeia. Não há nada para discutir aqui’. Essa declaração é muito prejudicial às negociações de paz com a Rússia, visto que a Crimeia foi perdida anos atrás sob os auspícios do presidente Barack Hussein Obama e nem sequer é um ponto de discussão. Ninguém está pedindo a Zelenskyy que reconheça a Crimeia como território russo, mas, se ele quer a Crimeia, por que não lutaram por ela onze anos atrás, quando foi entregue à Rússia sem que um tiro fosse disparado? A área também abriga, por muitos anos antes da ‘entrega de Obama’, importantes bases submarinas russas.
São declarações inflamadas como as de Zelensky que tornam tão difícil resolver esta guerra. Ele não tem nada do que se gabar! A situação para a Ucrânia é terrível — ele pode ter paz ou pode lutar por mais três anos antes de perder o país inteiro. Não tenho nada a ver com a Rússia, mas tenho muito a ver com o desejo de salvar, em média, cinco mil soldados russos e ucranianos por semana, que estão morrendo sem motivo algum. A declaração feita por Zelensky hoje não fará nada além de prolongar o ‘campo da morte’, e ninguém quer isso! Estamos muito perto de um acordo, mas o homem sem ‘cartas a jogar’ deve, finalmente, FAZER ISSO. Estou ansioso para poder ajudar a Ucrânia e a Rússia a sair desta CONFUSÃO completa e total, que nunca teria começado se eu fosse presidente!”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)