A “pressão máxima” de Trump sobre o Irã
Republicano revelou a existência de uma ordem executiva que sancionaria exportações de petróleo do regime iraniano
O presidente americano, Donald Trump, revelou uma ordem executiva com a intenção do restabelecimento de uma uma campanha de “máxima pressão” sobre o Irã nesta terça-feira, 4.
Segundo o republicano, a ordem é rígida com o regime iraniano comandado pelo aiatolá Ali Khamenei.
“Espero que não tenhamos que usá-la muito“, disse Trump aos repórteres na Casa Branca.
De acordo com o texto, o Departamento de Tesouro emitiria uma série de sanções destinadas a atrapalhar as exportações de petróleo do Irã.
Durante seu primeiro mandato, Trump emitiu sanções rígidas a Teerã.
Senadores aliados ao presidente americano defendem maior pressão sobre a “ameaça nuclear iraniana”.
“Eles não estão acabados, mas foram enfraquecidos. E há uma oportunidade de atingir o programa nuclear do Irã de uma forma que não vejo há décadas. E acho que seria do interesse do mundo que dizimássemos a ameaça nuclear iraniana enquanto podemos. Se não o fizermos, nos arrependeremos mais tarde”, afirmou o senador Lindsey Graham.
“Guerra total aos EUA”
Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que os Estados Unidos podem cometer “um dos maiores erros históricos” em eventual ataque às instalações nucleares iranianas.
Segundo Araghci, o regime de Teerã, comandado pelo aiatolá Ali Khamenei, responderia “imediatamente” à investida, o que levaria a uma “guerra total na região”.
Para o ministro iraniano, os dois países deveriam tomar medidas para reconstruir a confiança, a começar pela liberação de fundos congelados pelos americanos.
“Temos um longo relacionamento com a América e, infelizmente, essa história está cheia de eventos e posições muito ruins e negativas, a ponto de inimizade com a República Islâmica do Irã pela América [Estados Unidos]“, disse à rede de TV Al Jazeera.
Araghchi, porém, citou a antiga retórica iraniana de que os Estados Unidos promovem “hostilidades” ao regime.
“Desde o início da Revolução Islâmica e o início da República Islâmica do Irã, enfrentamos regularmente essas hostilidades e ações dos EUA.”
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