“A ONU se transformou em uma organização inútil”, afirma Milei
Presidente argentino diz que país não aguardará resposta e promete agir sozinho em disputa territorial pelas Malvinas
O presidente argentino Javier Milei declarou, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que seu governo adotará medidas próprias diante do que classificou como omissão da entidade e da comunidade internacional em relação à disputa pelas Malvinas.
Ao discursar, Milei disse que a Argentina deixará de aguardar uma postura da ONU compatível com suas próprias atribuições: “Hoje venho dizer a vocês que a Argentina não vai se sentar e esperar que a ONU e a comunidade internacional estejam à altura de seu próprio mandato. Vamos tomar providências nesse assunto”.
“(A ONU) se transformou em uma organização inútil que só serve para alimentar uma casta de parasitas arrogantes, disfarçados de burocratas bem-intencionados”, declarou. “Quem deveria garantir a segurança coletiva e os direitos humanos (…), em seu lugar, permitiu o caos, a violência e o terrorismo internacional”, disse Milei.
A fala ocorreu em meio a uma disputa que, segundo o mandatário, exige resposta mais firme do país. Ele não detalhou publicamente, no trecho reproduzido, quais seriam as medidas concretas a serem adotadas.
Discurso lido sem teleprompter
Um detalhe chamou atenção durante a apresentação: Milei optou por não seguir o teleprompter e leu um texto impresso. Foi nesse momento que reafirmou a orientação de política externa de seu governo, reforçando a proximidade com países ocidentais.
“Fizemos também uma escolha geopolítica. Nos alinhamos sem ambiguidades ao Ocidente. Nos alinhamos com os Estados Unidos e com Israel, países com os quais compartilhamos uma profunda afinidade de valores e uma complementaridade estratégica”, disse.
Alinhamento reafirmado publicamente
A declaração consolida um posicionamento que o governo argentino já vinha sinalizando desde o início da gestão de Milei, marcado por aproximação declarada com Washington e Tel Aviv. Segundo o relato do discurso, o presidente buscou apresentar essa escolha como estratégica, e não apenas ideológica, ao mencionar complementaridade entre os países citados.
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