A invenção da bomba que reinventou o mundo

o antagonista

Assine Entre

21.06.2026

logo-crusoe-new
Crusoé
  • Últimas Notícias
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Lado oa!
    • Carros
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Imóveis
    • Tecnologia
    • Turismo
    • Variedades
  • Colunistas
  • Newsletter
Pesquisar Menu
o antagonista X
  • Olá

    Fazer login Assine agora
  • Home

    Editorias

    Newsletter Colunistas Últimas Notícias Brasil Mundo Economia Esportes Crusoe
  • Mídias

    Vídeos Podcasts
  • Anuncie conosco Quem Somos Política de privacidade Termos de uso Política de cookies Política de Compliance Perguntas Frequentes

E siga O Antagonista nas redes

Menu Menu Menu
O Antagonista

A invenção da bomba que reinventou o mundo

avatar
Gustavo Nogy
5 minutos de leitura 16.07.2025 16:33 comentários
Mundo

A invenção da bomba que reinventou o mundo

Oitenta anos atrás, a primeira detonação de uma bomba nuclear mudaria as relações internacionais para sempre

avatar
Gustavo Nogy
5 minutos de leitura 16.07.2025 16:33 comentários 0
A invenção da bomba que reinventou o mundo
  • Whastapp
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Há oito décadas, em 16 de julho de 1945, a humanidade testemunhava um evento sem precedentes, que redefiniria o curso da história: o Teste Trinity.

Realizado no deserto do Novo México, foi a primeira detonação de uma bomba nuclear, abrindo caminho para os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki menos de um mês depois, o começo do fim da Segunda Guerra Mundial, e o inglório poder humano de destruir a própria espécie (e, com ela, o planeta junto).

A explosão, que gerou uma força equivalente a aproximadamente 20 mil toneladas de TNT, marcou o clímax do ultrassecreto Projeto Manhattan.

O teste, ocorrido exatamente às 5h29 da manhã, não foi apenas um marco científico, talvez o mais importante da nossa era, mas um evento em que a incerteza sobre o sucesso da detonação se misturou à compreensão de que o mundo jamais seria o mesmo.

O físico ganhador do Nobel, Isidor Isaac Rabi, descreveu o clarão: “De repente, houve um enorme lampejo de luz, a luz mais brilhante que eu já vi ou que qualquer pessoa já viu, creio. Ela explodia; dava botes; cavava um buraco dentro da gente. Era uma visão que podia ser vista com algo mais do que com os olhos. Dava a impressão de durar para sempre”.

A gênese de um poder devastador

A criação da primeira bomba atômica, batizada de “Trinity”, teve suas origens no início da década de 1940. Diante da suspeita de que a Alemanha estaria desenvolvendo uma arma nuclear, o então presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, autorizou um programa nuclear em larga escala, que viria a ser conhecido como “Projeto Manhattan”. A colossal empreitada empregou 130 mil pessoas e custou bilhões de dólares, com o objetivo (declarado) de servir como arma decisiva contra o nazismo.

O general Leslie Groves, responsável pela construção do Pentágono, foi quem supervisionou a infraestrutura do projeto. Para liderar a equipe científica, Groves escolheu o físico teórico norte-americano J. Robert Oppenheimer, que também atuava como diretor do laboratório onde a bomba seria testada, supervisionando centenas de trabalhadores e impulsionando-os. O próprio Oppenheimer nomeou o teste como Trinity, designação que, segundo ele, foi inspirada em poemas do poeta inglês John Donne. Há quem sugira, como os biógrafos Kai Bird e Martin Sherwin, que a inspiração também poderia vir da trindade divina hindu, composta por Brahma, Vishnu e Shiva.

O artefato testado, informalmente conhecido como “Gadget” pela equipe, parecia um balão de um metro e meio de largura. Seu núcleo era uma esfera de plutônio de seis quilos, do tamanho de uma bola de beisebol, um elemento altamente radioativo e instável, criado a partir do urânio. Essa esfera era circundada por 2.200 quilos de explosivos convencionais, desenhados para aumentar rapidamente a densidade do núcleo radioativo, desencadeando uma reação em cadeia.

Apesar de o objetivo inicial ser a luta contra o nazismo, o trabalho seguiu em ritmo acelerado mesmo após a vitória Aliada na Europa, pois o Japão, ainda em conflito, não havia se rendido, e os EUA vislumbravam as bombas como um meio de forçar a rendição. A equipe de Oppenheimer desenvolveu dois modelos, um deles mais complexo e mais “elegante” do ponto de vista físico, que foi o usado no teste.

A detonação e suas consequências

O local da detonação foi uma área remota e árida no Novo México, conhecida como Jornada del Muerto, que já servia como campo de testes militares. As condições climáticas preocupavam, mas o meteorologista Jack Hubbard garantiu que estabilizariam a tempo, o que de fato aconteceu. A montagem final do Gadget envolveu cobrir o núcleo de plutônio com níquel e ouro, e posteriormente a adição do “concentrador” de urânio e os explosivos.

Quando a bomba explodiu, os efeitos foram imediatos e devastadores. Além do intenso clarão e da onda de calor, um estrondo ecoou por quilômetros. Uma bola de fogo gigantesca, seguida por uma imensa nuvem em forma de cogumelo, elevou-se a cerca de 12 mil metros de altura, estendendo-se por aproximadamente 1.000 metros de diâmetro. No epicentro, uma cratera de cerca de 800 metros de diâmetro e três metros de profundidade foi formada. O calor foi tão intenso que derreteu a areia da cratera, transformando-a em um sólido cristalino de cor verde-jade, e a torre onde a bomba estava posicionada foi destruída.

Os cientistas presentes, apesar das instruções para se deitarem com o rosto virado, optaram por testemunhar o evento. Edward Teller, um dos físicos, relembrou: “Ninguém obedeceu. Estávamos determinados a olhar nos olhos da fera”. A detonação causou cegueira temporária em alguns observadores e provocou uma série de sensações, incluindo o barulho, o calor e a onda de choque, seguidos pela mudança de cores da luz. Após o sucesso do teste, Kenneth Bainbridge, coordenador do teste, dirigiu-se a Oppenheimer com a notória frase: “Agora somos todos uns filhos da puta”.

O infausto evento, que acaba de completar oitenta anos, foi o primeiro de mais de 2.000 testes nucleares realizados globalmente até 1996, quando o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT) foi assinado por 186 nações. Contudo, de acordo com a ONU, mesmo após a assinatura, Índia, Paquistão e Coreia do Norte realizaram mais de dez testes nucleares nos últimos anos.

Como se vê, aquele dia 16 de julho nunca mais acabou.

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp
  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Ciro Nogueira vendeu fazenda para offshore nos Emirados representada por seu advogado

Ciro Nogueira vendeu fazenda para offshore nos Emirados representada por seu advogado
2

Ação nos EUA cita R$ 1,5 bilhão com irmã e pai de Vorcaro

Ação nos EUA cita R$ 1,5 bilhão com irmã e pai de Vorcaro
3

Sabor Lava Jato

Sabor Lava Jato
4

Justiça proíbe Bradesco de encerrar única agência em cidade na Bahia

Justiça proíbe Bradesco de encerrar única agência em cidade na Bahia
5

Zema cita Taylor Swift em vídeo que ironiza Lula e Jaques Wagner

Zema cita Taylor Swift em vídeo que ironiza Lula e Jaques Wagner
6

Primeiro-ministro do Reino Unido prepara renúncia

Primeiro-ministro do Reino Unido prepara renúncia
7

Kim Kataguiri desiste de disputar governo de SP

Kim Kataguiri desiste de disputar governo de SP
8

Meloni rebate “ataques sem sentido” de Trump

Meloni rebate “ataques sem sentido” de Trump
9

Credenciais de dois agentes do Pará foram usadas em alerta falso

Credenciais de dois agentes do Pará foram usadas em alerta falso
10

Governo monitora sites pornográficos para checar controle de idade

Governo monitora sites pornográficos para checar controle de idade
1

Lula vai conduzir caso Jaques Wagner “da melhor forma possível”, diz Alckmin

Lula vai conduzir caso Jaques Wagner “da melhor forma possível”, diz Alckmin
2

Site oficial de Neymar manda indireta a Lula

Site oficial de Neymar manda indireta a Lula
3

Governo do DF cobra R$ 1 milhão de ONG ligada a ‘Dark Horse’

Governo do DF cobra R$ 1 milhão de ONG ligada a ‘Dark Horse’
4

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB
5

“Neymar é craque e Lula é presidente turista”, diz Flávio Bolsonaro

“Neymar é craque e Lula é presidente turista”, diz Flávio Bolsonaro
6

Mais um teste para a popularidade artificial de Lula

Mais um teste para a popularidade artificial de Lula
7

Kim Kataguiri desiste de disputar governo de SP

Kim Kataguiri desiste de disputar governo de SP
8

Presidente da Bolívia decreta estado de emergência

Presidente da Bolívia decreta estado de emergência
9

Apoio de Trump a candidato é indiferente para maioria, diz Datafolha

Apoio de Trump a candidato é indiferente para maioria, diz Datafolha
10

Clarita Maia na Crusoé: Reabilitação política e violência doméstica

Clarita Maia na Crusoé: Reabilitação política e violência doméstica
1

Seis pessoas já foram presas por morte de jovem em rope jump

Seis pessoas já foram presas por morte de jovem em rope jump
2

Governo reconhece que falsos alertas afetam credibilidade da Defesa Civil

Governo reconhece que falsos alertas afetam credibilidade da Defesa Civil
3

Rollemberg defende CPI do Banco Master “doa a quem doer”

Rollemberg defende CPI do Banco Master “doa a quem doer”
4

Rodolfo Borges na Crusoé: De volta ao ventre do Atlântico

Rodolfo Borges na Crusoé: De volta ao ventre do Atlântico
5

Paulo Serra deixa disputa ao governo de São Paulo

Paulo Serra deixa disputa ao governo de São Paulo
6

Josias Teófilo na Crusoé: O tempo inverso no cinema

Josias Teófilo na Crusoé: O tempo inverso no cinema
7

Israel encontra base subterrânea do Hezbollah no sul do Líbano

Israel encontra base subterrânea do Hezbollah no sul do Líbano
8

A verdadeira sorte do goleiro Vozinha

A verdadeira sorte do goleiro Vozinha
9

Dennys Xavier na Crusoé: Cronicamente enlameados

Dennys Xavier na Crusoé: Cronicamente enlameados
10

Trump diz que primeiro-ministro do Reino Unido vai renunciar

Trump diz que primeiro-ministro do Reino Unido vai renunciar

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp

Tags relacionadas

bomba atômica guerra nuclear
< Notícia Anterior

Três atitudes para dar adeus à preguiça e ser mais produtivo

16.07.2025 00:00 4 minutos de leitura
Três atitudes para dar adeus à preguiça e ser mais produtivo
Próxima notícia >

7 doramas para assistir na Netflix

16.07.2025 00:00 4 minutos de leitura
7 doramas para assistir na Netflix
avatar

Gustavo Nogy

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Icone casa
Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de cookies.

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.

Assine
o antagonista
o antagonista

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41 Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Anuncie Conosco

Últimas Notícias Brasil Mundo

Economia Lado oa! Colunistas Newsletter

Icone do Twitter Icone do Youtube Icone do Whatsapp Icone do Instagram Icone do Facebook

Quer receber notícias do Antagonista em seu e-mail?

Assine nossa newsletter e receba as principais notícias em seu e-mail

Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem Somos Hora extra Política de privacidade Termos de uso Política de Cookies Política de compliance Princípios Editoriais Perguntas Frequentes Anuncie
O Antagonista , 2026, Todos os direitos reservados, 25.163.879/0001-13.
Background do rodapé