A fala de Trump sobre ter “direito de fazer o que quiser”
Presidente dos EUA rebateu uma fala do governador de Illinois, J. B. Pritzker, do Partido Democrata, sobre o envio da Guarda Nacional a Chicago
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira, 26, ter o “direito de fazer o que quiser” ao comentar a fala do governador de Illinois, J. B. Pritzker, do Partido Democrata, sobre envio de Guarda Nacional a Chicago.
Na véspera, 25, o governador encorajou “a longa tradição de resistência não violenta de Chicago”.
O Antagonista reproduz abaixo um trecho da entrevista coletiva de Trump:
REPÓRTER: “Sr. presidente, o governador [do estado de Illinois, J.B.] Pritzker [do Partido Democrata] disse ontem [25 de agosto] numa coletiva de imprensa que ele encorajaria resistência não violenta à Guarda Nacional…”
ALGUÉM DO GOVERNO: “Jesus Cristo…”
REPÓRTER: “…se fosse enviada a Chicago. Qual é sua resposta a isso?”
TRUMP: “Ele disse o quê?”
ALGUÉM DO GOVERNO: “Maluco…”
REPÓRTER: “Que encorajaria resistência não violenta se a Guarda Nacional fosse enviada a Chicago.”
TRUMP: “Olha, esse cara não sabe o que é resistência ou resistência não violenta. Ele é um péssimo político. É inacreditável. Se não tivesse dinheiro, não receberia votos, porque não há motivo pra votar nele. O cara é um grande perdedor.
Mas seria bom se me ligasse. Eu mudaria de ideia na hora se ele dissesse, sabe… Porque todos sabem que Chicago está um inferno agora. Todo mundo sabe. Não é como… Ele diz: ‘Chicago tem números bem melhores…’ Bem, o que é melhor? Quer dizer, cem pessoas serão assassinadas? Vai ser muito mais que isso.
Então, eu respeitaria muito mais Pritzker se ele me ligasse e dissesse: ‘Tenho um problema. Pode me ajudar a resolvê-lo?’ Eu ficaria muito feliz em fazer isso.
Eu não amo… Não que eu não tenha…
Eu tenho o direito de fazer o que eu quiser. Sou o presidente dos Estados Unidos.
Se acho que o país está em perigo, e está nessas cidades, eu posso agir. Não há problema em entrar e resolver as dificuldades dele.
Mas seria bom se ligassem e perguntassem: ‘Você faria isso?’ E faríamos juntos. Agora… Trabalhamos bem com a polícia porque naturalmente nos damos bem com eles. Então a polícia e nós cooperamos bem, seja com os prefeitos se opondo ou…
Quer dizer, vocês têm um prefeito péssimo lá também. Ele tem 6% de aprovação em Chicago. [Risos] Vi mulheres negras com chapéu MAGA [sigla em inglês do slogan trumpista ‘Faça a América Grande Novamente’] vermelho, ontem à noite na TV: ‘Por favor, deixe o Presidente vir. Meu filho foi atacado…’
Tem uma força de mulheres negras, mulheres negras! Elas dizem: ‘Só Trump.’ Querem que Trump entre lá. E vocês as veem, elas estão por toda parte em Chicago, com medo de sair. E não querem seus filhos ou suas filhas mortos, como seus pais não queriam você morta. E temos um tremendo…
Olha, não é sobre ganhar eleições. Queremos ter eleições justas. Não é política. Queremos ver um país seguro. Tem gente que quer um país seguro, são ótimas pessoas. Tem ótimas pessoas em Chicago. O prefeito tem 6% de aprovação. É um homem incompetente. Nunca devia ter sido posto nessa posição. Ele não dá conta.
Tem um governador incompetente lá. Tem um governador incompetente na Califórnia, o Gavin [Newsom, do Partido Democrata]. Ele é… conheço bem. É incompetente. É simpático, bonito. ‘Oi, pessoal, tudo bem?’ Tem uns gestos estranhos. [Risos.] Não sei qual é o problema dele. É meio estranho, para falar a verdade. Algo meio instável acontecendo lá.
Mas, sabe, ele só precisa me ligar e dizer: ‘As Olimpíadas estão chegando. Queremos que sejam seguras e bem feitas.’ E eu mando uns patriotas americanos de primeira pra lá. E aí não vai ter problema nenhum.
Não esqueça, está cheio de assassinos cruéis, gente muito ruim, nascida pra ser má. São criminosos, criminosos maus e perigosos. E a gente pode resolver o problema pra ele muito rapidamente. Rapidinho mesmo.”
Trump tenta fazer o que quer no Fed
Ao anunciar a demissão de Lisa Cook da diretoria do Conselho de Governadores do Federal Reserve (Fed), Trump se tornou alvo de críticas por tentar fazer o que quer com o banco central americano, ferindo sua autonomia.
Ao escalar a pressão sobre Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, pela redução dos juros, Trump acendeu um alerta sobre impactos no dólar, inflação e estabilidade financeira dos EUA.
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