Infodemia e cibercondria: quando o excesso de informações pode comprometer a saúde?
o antagonista
Assine Entre

08.10.2026

logo-crusoe-new
Crusoé
  • Últimas Notícias
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Lado oa!
    • Carros
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Imóveis
    • Tecnologia
    • Turismo
    • Variedades
  • Colunistas
  • Newsletter
Pesquisar Menu
o antagonista X
  • Olá

    Fazer login Assine agora
  • Home

    Editorias

    Newsletter Colunistas Últimas Notícias Brasil Mundo Economia Esportes Crusoe
  • Mídias

    Vídeos Podcasts
  • Anuncie conosco Quem Somos Política de privacidade Termos de uso Política de cookies Política de Compliance Perguntas Frequentes

E siga O Antagonista nas redes

Menu Menu Menu
O Antagonista
Infodemia e cibercondria: quando o excesso de informações pode comprometer a saúde?
avatar
EdiCase
7 minutos de leitura 18.08.2026 12:35 comentários
Variedades

Infodemia e cibercondria: quando o excesso de informações pode comprometer a saúde?

Notícias falsas sobre saúde e a dificuldade para distinguir o que é verdadeiro influenciam decisões relacionadas à prevenção, vacinação e tratamentos

avatar
EdiCase
7 minutos de leitura 18.08.2026 12:35 comentários 0
Infodemia e cibercondria: quando o excesso de informações pode comprometer a saúde?
Consulta-medico-1024×683-1
  • Whastapp
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Ter acesso à informação nunca foi tão simples. Saber em quem confiar, por outro lado, ainda é um desafio. Em poucos minutos, uma pesquisa online sobre saúde pode apresentar dezenas de respostas diferentes para um mesmo sintoma, tratamento ou hábito de prevenção. O problema é que nem todas elas são verdadeiras e, muitas vezes, distinguir fatos de opiniões ou desinformação exige mais do que uma busca na internet.

O estudo global “2026 Edelman Trust Barometer Special Report: Trust and Health”, publicado pela consultoria global de comunicação Edelman, mostrou que 70% das pessoas acreditam em pelo menos uma informação falsa ou sem comprovação científica sobre saúde. Entre os brasileiros, apenas 52% afirmam confiar na própria capacidade de encontrar respostas confiáveis e tomar decisões relacionadas à própria saúde.

Nesse contexto, médicos alertam para um fenômeno cada vez mais comum: a infodemia, caracterizada pelo excesso de informações, verdadeiras ou não, que dificulta o acesso a conteúdos confiáveis e pode influenciar decisões importantes sobre prevenção, vacinação, diagnóstico e tratamento.

Segundo Alexandre Pimenta, médico e responsável técnico nacional do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, a informação continua sendo uma aliada importante da saúde, desde que tenha qualidade. “Vivemos um momento em que nunca tivemos tanto acesso à informação sobre saúde e isso é positivo quando utilizamos fontes confiáveis. O problema surge quando recebemos centenas de informações diariamente, muitas vezes incompletas, alarmistas ou contraditórias”, afirma.

Da cibercondria à desinformação: quando buscar informação pode fazer mal?

Pesquisar sintomas na internet tornou-se um hábito comum antes mesmo de procurar atendimento médico. Embora a prática possa ajudar a esclarecer dúvidas, o excesso de pesquisas pode produzir o efeito contrário: aumentar a ansiedade e levar a interpretações equivocadas sobre o próprio estado de saúde.

De acordo com Alexandre Pimenta, esse comportamento tem sido visto com mais regularidade nos consultórios médicos. “Observamos com frequência pessoas que passam horas pesquisando sintomas na internet e acabam convencidas de que possuem doenças graves. Esse comportamento é conhecido como cibercondria, caracterizado pelo aumento da ansiedade provocado por buscas excessivas de informações médicas online”, afirma.

O médico explica que isso acontece porque o cérebro tende a dar mais atenção às informações que despertam medo. “Sintomas comuns, como dor de cabeça, cansaço ou desconforto abdominal, podem ser interpretados como sinais de doenças graves quando vistos fora do contexto clínico. O equilíbrio está em consumir informação de qualidade, limitar o tempo dedicado às pesquisas sobre doenças e lembrar que nenhum conteúdo disponível na internet substitui uma avaliação médica individualizada. Informação deve reduzir dúvidas, não aumentar sofrimento”.

Impactos do excesso de informação

O excesso de informações também tem mudado a dinâmica das consultas. Se antes muitos pacientes chegavam sem nenhum conhecimento sobre a própria condição, hoje é comum encontrar pessoas que pesquisaram diversos conteúdos antes do atendimento, nem sempre de fontes confiáveis.

“Hoje recebemos muitos pacientes bem informados, mas também pacientes confusos. Muitas vezes eles chegam após assistir a dezenas de vídeos, acompanhar influenciadores ou participar de grupos em redes sociais onde cada pessoa apresenta uma opinião diferente”, explica Alexandre Pimenta. Na prática clínica, esse cenário pode resultar em insegurança diante do diagnóstico, resistência ao tratamento prescrito, abandono precoce da terapia e busca por medicamentos considerados “milagrosos”.

O médico cita situações que se tornaram frequentes no dia a dia clínico. “Pacientes chegam convencidos de que possuem intolerâncias alimentares graves porque assistiram vídeos nas redes sociais, quando, após investigação adequada, descobrimos tratar-se apenas de alterações funcionais do intestino ou hábitos alimentares inadequados”, destaca.

Outro exemplo elencado pelo profissional envolve medicamentos para emagrecimento. “Muitas pessoas iniciam ou interrompem tratamentos influenciadas por relatos de terceiros, sem avaliação médica, aumentando significativamente o risco de efeitos adversos”, alerta.

Mulher sentada em um consultório conversando com uma médica
Somente a consulta permite avaliar o quadro completo do paciente (Imagem: Drazen Zigic | Shutterstock)

Os riscos da desinformação para a saúde

Muito além da confusão, Alexandre Pimenta afirma que acreditar em informações falsas pode comprometer o diagnóstico e a saúde preventiva. “Na medicina, tempo frequentemente significa prognóstico. Um paciente que posterga o diagnóstico de um câncer, por exemplo, pode perder uma oportunidade importante de tratamento curativo”, alerta o médico.

Um diagnóstico não pode ser fechado apenas com base em informações encontradas na internet. “É muito comum ouvirmos frases como: ‘Pesquisei na internet e achei que fosse apenas gastrite’ ou ‘Vi um vídeo dizendo que era só tomar determinado suplemento’. O problema é que sintomas semelhantes podem representar doenças completamente diferentes”, acrescenta.

O médico explica que somente a consulta permite avaliar o quadro completo do paciente. “É a avaliação médica que consegue integrar história clínica, exame físico, fatores de risco e exames complementares quando realmente necessários. Muitas pessoas passam semanas ou meses tentando resolver sozinhas sintomas que mereciam investigação precoce. A internet pode ser excelente para educação em saúde, mas nunca deve substituir o raciocínio clínico”, reforça.

Segundo o profissional, um dos fatores que favorecem a disseminação de notícias falsas é justamente o apelo emocional. “Informações falsas frequentemente utilizam linguagem emocional, promessas de ‘cura definitiva’ ou teorias conspiratórias que diminuem a confiança nas instituições científicas. A ciência evolui justamente porque revisa continuamente suas evidências. Já a desinformação normalmente apresenta respostas simples para problemas complexos, o que costuma ser um sinal de alerta”.

Entre as principais consequências da desinformação para a saúde, ele elenca:

  • Atrasar o diagnóstico de doenças potencialmente graves;
  • Praticar a automedicação de forma inadequada;
  • Abandonar tratamentos com eficácia comprovada;
  • Utilizar terapias sem comprovação científica;
  • Aumentar o risco de complicações clínicas;
  • Reduzir a adesão às vacinas;
  • Favorecer a circulação de doenças preveníveis;
  • Adiar a procura por atendimento médico ao acreditar em autodiagnósticos encontrados na internet;
  • Expor-se a efeitos adversos ao iniciar ou interromper medicamentos sem orientação profissional;
  • Diminuir a confiança nas instituições científicas e nos profissionais de saúde, tornando mais difícil a adesão às orientações médicas.

Como identificar e onde buscar informações confiáveis sobre saúde?

Em um ambiente marcado pelo excesso de conteúdos, saber onde buscar informações confiáveis tornou-se parte do cuidado com a própria saúde. Antes de acreditar ou compartilhar qualquer orientação, alguns critérios podem ajudar a identificar se aquele conteúdo merece confiança, como:

  • Verificar se o conteúdo foi produzido por um profissional habilitado;
  • Conferir se há referências científicas ou diretrizes médicas reconhecidas;
  • Comparar a orientação com informações publicadas por instituições confiáveis, como Ministério da Saúde (MS), Organização Mundial da Saúde (OMS), sociedades médicas e universidades;
  • Desconfiar de promessas de cura rápida ou garantida;
  • Ter cautela com conteúdos que utilizam medo ou emoção exagerada para convencer.

Além de consultar profissionais de saúde, também é possível recorrer a plataformas que reúnem conteúdos produzidos ou revisados por especialistas. “Uma orientação simples para identificar uma fake news de saúde é: quando uma informação parecer extraordinária, vale confirmar antes com seu médico ou consultar fontes institucionais confiáveis”, orienta Alexandre Pimenta.

Por Nayara Campos

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Marinho manifesta “preocupação” com reunião entre Moraes e diretor da PF

Marinho manifesta “preocupação” com reunião entre Moraes e diretor da PF
2

Viana cobra Nikolas após derrota para o Senado

Viana cobra Nikolas após derrota para o Senado
3

Lobista amiga de Lulinha diz que “já já a Kátia Abreu será rifada”

Lobista amiga de Lulinha diz que “já já a Kátia Abreu será rifada”
4

Vice de Flávio diz que Nordeste “está virando” contra o PT

Vice de Flávio diz que Nordeste “está virando” contra o PT
5

Reale Junior declara voto em Lula e critica Flávio Bolsonaro

Reale Junior declara voto em Lula e critica Flávio Bolsonaro
6

Carlos Viana aciona TSE contra “Exército do Lula” de Janones

Carlos Viana aciona TSE contra “Exército do Lula” de Janones
7

Cabo Gilberto aciona TSE contra Globo após fala de Miriam Leitão sobre Flávio

Cabo Gilberto aciona TSE contra Globo após fala de Miriam Leitão sobre Flávio
8

“Tem muita gente para ser presa”, diz Gaspar sobre “Exército de Lula” no WhatsApp

“Tem muita gente para ser presa”, diz Gaspar sobre “Exército de Lula” no WhatsApp
9

Os favoritos para o possível Ministério de Flávio Bolsonaro

Os favoritos para o possível Ministério de Flávio Bolsonaro
10

Crusoé: Uma petista contra Janja?

Crusoé: Uma petista contra Janja?
1

Crusoé: O novo lema de Lula: "Para o bandido, prisão"

Crusoé: O novo lema de Lula: "Para o bandido, prisão"
2

Lula convoca apoiadores às ruas para barrar “retrocesso”

Lula convoca apoiadores às ruas para barrar “retrocesso”
3

Alckmin defende que governo envie reforma do Judiciário antes do 2º turno

Alckmin defende que governo envie reforma do Judiciário antes do 2º turno
4

O segundo turno e o Brasil que empreende

O segundo turno e o Brasil que empreende
5

Janja seguirá na campanha de Lula?

Janja seguirá na campanha de Lula?
6

Celso de Mello critica Flávio após promessa de “mudar a Constituição”

Celso de Mello critica Flávio após promessa de “mudar a Constituição”
7

Relatora dá aval a projeto que transfere sede do governo federal para o RJ

Relatora dá aval a projeto que transfere sede do governo federal para o RJ
8

UNE mobiliza estudantes no Rio por reeleição de Lula

UNE mobiliza estudantes no Rio por reeleição de Lula
9

O morador mudou, e o síndico contratado também terá que mudar

O morador mudou, e o síndico contratado também terá que mudar
10

Papo Antagonista: A campanha do medo e o novo lema de Lula

Papo Antagonista: A campanha do medo e o novo lema de Lula
1

Ministros de Lula terão tarefas por perfil e discurso unificado no 2º turno

Ministros de Lula terão tarefas por perfil e discurso unificado no 2º turno
2

Marcelo Kayath não quer ser o “Posto Ipiranga” de Flávio

Marcelo Kayath não quer ser o “Posto Ipiranga” de Flávio
3

“A gente tem que redemocratizar o Brasil”, diz Flávio

“A gente tem que redemocratizar o Brasil”, diz Flávio
4

FBI prende jovem que planejava atacar shopping em Minnesota

FBI prende jovem que planejava atacar shopping em Minnesota
5

Janones cria “Exército do Lula” no WhatsApp

Janones cria “Exército do Lula” no WhatsApp
6

Viana cobra Nikolas após derrota para o Senado

Viana cobra Nikolas após derrota para o Senado
7

UNE mobiliza estudantes no Rio por reeleição de Lula

UNE mobiliza estudantes no Rio por reeleição de Lula
8

Marinho manifesta “preocupação” com reunião entre Moraes e diretor da PF

Marinho manifesta “preocupação” com reunião entre Moraes e diretor da PF
9

STF e PT são os maiores problemas do Brasil, avalia presidente do Novo

STF e PT são os maiores problemas do Brasil, avalia presidente do Novo
10

Reale Junior declara voto em Lula e critica Flávio Bolsonaro

Reale Junior declara voto em Lula e critica Flávio Bolsonaro

< Notícia Anterior

Esqueça o apagão: morador instala banco de baterias de lítio na garagem para manter casa inteligente funcionando, equipamento sofre sobrecarga em dia de calor extremo e Defesa Civil precisa isolar a rua

18.08.2026 00:00 4 minutos de leitura
Esqueça o apagão: morador instala banco de baterias de lítio na garagem para manter casa inteligente funcionando, equipamento sofre sobrecarga em dia de calor extremo e Defesa Civil precisa isolar a rua
Próxima notícia >

Ganhe dinheiro transformando galhos velhos de poda em suportes rústicos para micro-orquídeas de colecionador

18.08.2026 00:00 4 minutos de leitura
Ganhe dinheiro transformando galhos velhos de poda em suportes rústicos para micro-orquídeas de colecionador
avatar

EdiCase

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Início
Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de cookies.

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.

Assine
o antagonista
o antagonista

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41 Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Anuncie Assine

Últimas Notícias Brasil Mundo

Economia Lado oa! Colunistas Newsletter

Icone do Twitter Icone do Youtube Icone do Whatsapp Icone do Instagram Icone do Facebook

Quer receber notícias do Antagonista em seu e-mail?

Assine nossa newsletter e receba as principais notícias em seu e-mail

Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem Somos Privacidade Termos de uso Política de Cookies Princípios Editoriais
O Antagonista , 2026, Todos os direitos reservados, 25.163.879/0001-13.
Background do rodapé