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Férias escolares: como evitar situações de risco dentro e fora de casa 

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EdiCase
4 minutos de leitura 29.06.2026 16:04 comentários
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Férias escolares: como evitar situações de risco dentro e fora de casa 

Explorar o mundo com curiosidade e energia, sem supervisão de um adulto, pode levar as crianças a situações perigosas

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EdiCase
4 minutos de leitura 29.06.2026 16:04 comentários 0
Férias escolares: como evitar situações de risco dentro e fora de casa 
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Com a aproximação das férias escolares de julho, as crianças passam mais tempo em casa, parques, clubes, praias e condomínios. A época, marcada por diversão e liberdade, também exige atenção redobrada dos pais e responsáveis para evitar acidentes e exposição a atividades perigosas. Ao investir em brincadeiras seguras e divertidas, é possível garantir momentos de alegria para que todos aproveitem ao máximo os dias de descanso com tranquilidade e bem-estar. 

“Atividades tanto dentro quanto fora de casa despertam curiosidade nos pequenos e, apesar de ser um impulso saudável, sem a supervisão de um responsável, elas podem causar situações perigosas, especialmente quando as crianças tentam repetir o que veem na internet ou brincam sem estrutura adequada”, ressalta a psicopedagoga e escritora infantojuvenil Paula Furtado.

A especialista detalha que interações perigosas são aquelas que colocam a criança em risco físico, emocional ou psicológico. Muitas vezes, elas parecem “inofensivas” em um primeiro olhar, mas envolvem quedas, sufocamento, exposição excessiva, desafios que humilham ou colocam em risco a integridade física e a saúde emocional da criança.

Como reduzir os acidentes durante as férias?

Dentro de casa, escalar móveis, pular da cama, correr em escadas, brincar com objetos cortantes, choques em tomadas e queimaduras com panelas no fogão são brincadeiras e acidentes comuns. Fora de casa, é preciso ter atenção redobrada com piscinas, bicicletas sem proteção, brincadeiras na rua sem vigilância ou em lugares desconhecidos. “Protetores, travas e organização dos espaços ajudam muito e trazem mais tranquilidade aos adultos”, reforça a especialista.

A construção da autonomia infantil deve acontecer de forma gradual e sempre de acordo com a faixa etária. Crianças menores demandam supervisão mais próxima, e os momentos de independência podem ser ampliados conforme amadurecem e demonstram responsabilidade.

“Até os sete anos, a supervisão direta dos pais ou responsáveis é fundamental. A partir daí, é importante introduzir conversas sobre responsabilidade e limites, ampliando os espaços de liberdade de forma segura e respeitando o desenvolvimento de cada criança”, explica Paula Furtado.

Mãe conversando com filha que está com o celular na mão, sentadas no sofá. A mulher tem o cabelo liso e solto, e está usando camisa cinza e branca listrada e calça marrom e a menina tem o cabelo liso, solto e está usando camisa de manga longa rosa e calça jeans
A supervisão digital é tão importante quanto os cuidados dentro e fora de casa (Imagem: Ground Picture | Shutterstock)

Desafios virtuais também oferecem riscos 

Entretenimento e desafios on-line também precisam entrar no radar dos pais. “Na internet, o perigo é mais silencioso. Vídeos com desafios, ‘pegadinhas’ violentas, jogos que envolvam dinâmicas que vão além de um simples passatempo ou estimulam autolesão ou exclusão, tudo isso pode afetar profundamente a autoestima e a segurança emocional das crianças”, alerta Paula Furtado.

Para a especialista, é importante estar atento aos sinais de exposição na infância, como mudanças de comportamento, irritabilidade, isolamento, medo excessivo ou relatos confusos sobre brincadeiras, que podem indicar que algo não está bem — ouvir, sem julgamento, é fundamental para oferecer o suporte necessário.

Além disso, a pressão para participar de brincadeiras perigosas, muitas vezes, expressa por frases como “todo mundo faz” ou “se eu não fizer, vou ser zoado”, deve ser encarada com acolhimento e reforço da autoestima. “Ensinar às crianças que elas podem dizer não com coragem é uma forma importante de protegê-las e promover um ambiente mais seguro e saudável para o seu desenvolvimento”, orienta.

Ambientes que exigem vigilância constante 

Por fim, a psicopedagoga lista alguns ambientes e pontos críticos que merecem supervisão ativa dos pais, regras claras e atenção contínua dos responsáveis durante as brincadeiras das crianças:

  • Praia: afogamentos, insolação, correntes de água;
  • Campo: animais peçonhentos, quedas, queimaduras;
  • Condomínio: brincadeiras em escadas, elevadores ou telhados, locais com risco de choque elétrico;
  • Clubes: descuido em piscinas ou áreas escorregadias.

“Não existe infância sem aventura, mas é nossa responsabilidade criar ambientes com limites, onde a criança possa experimentar, crescer e errar sem se ferir. O brincar seguro é aquele que gera aprendizado, riso e boa memória. Supervisão ativa, regras claras e atenção contínua são essenciais”, finaliza a educadora.

Por Elenice Costola

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