4 mitos e verdades sobre doenças cardiovasculares em jovens

04.04.2026

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4 mitos e verdades sobre doenças cardiovasculares em jovens

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6 minutos de leitura 15.04.2025 18:34 comentários
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4 mitos e verdades sobre doenças cardiovasculares em jovens

Veja como o cuidado com a saúde do coração deve ser adotado por todas as idades

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4 mitos e verdades sobre doenças cardiovasculares em jovens
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O cuidado com a saúde do coração não é exclusivo da terceira idade. Dados do Ministério da Saúde mostram que as doenças cardiovasculares ainda ocupam o topo das causas de morte no Brasil. Contudo, agora, com um agravante: o número de pessoas entre 18 e 50 anos afetados por essas condições vem crescendo significativamente.

Segundo o Dr. Alexandre Siciliano, cirurgião cardíaco do Hospital São Lucas Copacabana (Rede Américas), casos de hipertensão e doença arterial coronariana (DAC) estão sendo diagnosticados com mais frequência nessa faixa etária.

A seguir, veja quatro mitos e verdades sobre o surgimento das doenças cardiovasculares em jovens!

1. Pessoas mais novas não têm sintomas de doenças do coração

Mito. Uma doença cardiovascular apresenta diversos sintomas marcantes além da dor no peito, e isso ocorre também em jovens. O infarto agudo do miocárdio, por exemplo, é caracterizado por falta de ar, tonturas que não passam, queimação no estômago e suor excessivo, independentemente da idade. Nas mulheres, seus sinais podem ser mais sutis, como dores na mandíbula, no pescoço e nas costas, além da sensação de desconforto no estômago.

“Os sinais em pessoas mais jovens podem não ser tão evidentes, mas eles existem e devem ser reconhecidos. Não conseguir acompanhar o ritmo de caminhada de outras pessoas da mesma idade ou ficar cansado com facilidade, além de passar mal com frequência, com episódios recorrentes de tonturas e até mesmo desmaios, podem indicar que o coração não está bem”, detalha o Dr. Alexandre Siciliano.

2. Alimentação pouco saudável e estilo de vida sedentário contribuem para problemas no coração

Verdade. Nas últimas décadas, o consumo em grande quantidade de fast-foods, alimentos ultraprocessados, açucarados e com alto teor de sódio, como refrigerantes, biscoitos recheados, nuggets e salsichas, tem contribuído para o aumento das placas de gordura que se ligam às paredes das veias e artérias, formando a muito conhecida aterosclerose. Esse acúmulo dificulta o fluxo sanguíneo, causando a elevação da pressão arterial e favorecendo o desenvolvimento de condições como a doença arterial crônica (DAC).

Aliado a isso, muitos jovens seguem uma rotina sedentária, com pouca ou nenhuma atividade física, favorecendo o aumento da gordura corporal e enfraquecendo os músculos. Conforme o Dr. Alexandre Siciliano, esta é a receita ideal para que não apenas a saúde do coração esteja em perigo, mas também a de todo o organismo, já que o sedentarismo, aliado à obesidade e a uma alimentação pouco saudável, também pode causar problemas no fígado, nos rins e em outros órgãos.

“O ideal é adotar uma dieta rica em vitaminas, nutrientes e minerais desde jovem, de preferência na infância, com pouca ou nenhuma oferta de alimentos ultraprocessados e açúcar ou sódio. Incluir exercícios no dia a dia, como a prática de um esporte, musculação ou outras atividades, também é essencial para reduzir a gordura corporal e fortalecer o corpo”, explica o médico.  

Médica sorrindo ao lado de jovem paciente enquanto segura um coração simbólico
Cuidar do coração na juventude fortalece a saúde a longo prazo, especialmente em quem tem antecedentes familiares (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)

3. Mesmo que tenham casos de doenças cardiovasculares na família, jovens só precisam se consultar com cardiologistas quando forem mais velhos

Mito. Pessoas com casos confirmados de doenças cardiovasculares na família, principalmente em primeiro grau, como pai e mãe, devem acompanhar a saúde do coração desde a juventude. Isso porque muitas questões podem ser hereditárias, como no caso das dislipidemias (aumento do colesterol) e das miocardiopatias (doenças que alteram a estrutura muscular do coração e podem causar insuficiência cardíaca).

“Quanto mais cedo o paciente com histórico familiar de doença cardiovascular realizar um mapeamento da saúde do coração e identificar riscos elevados para determinadas condições, melhor será o seu acompanhamento. Em muitos casos, essa abordagem permite reduzir o risco de progressão da doença, contribuindo para uma melhor qualidade de vida”, relembra o Dr. Rafael Vilanova, gerente de Cardiologia do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), que também faz parte da Rede Américas.

Conforme o médico, os casos de doença arterial crônica vêm aumentando significativamente entre os jovens. “Seu rastreio começa com o exame clínico realizado pelo cardiologista e, quando indicados, os exames de imagem são ferramentas importantes para o rastreamento da doença. Entre eles, destacam-se o escore de cálcio, uma tomografia sem contraste que quantifica placas de cálcio nas artérias coronárias; e a angiotomografia coronariana, exame com contraste que permite identificar tanto placas calcificadas quanto não calcificadas. Esse último também avalia o grau de obstrução e a extensão da doença”, explica.

4. Tecnologias abraçadas pelas novas gerações, como o vape, não prejudicam o coração

Mito. Muitos jovens acreditam que o vape não causa problemas à saúde quando usado sem a nicotina, que está presente nos cigarros comuns e pode causar diversas doenças cardiovasculares, além de danos irreversíveis aos pulmões e outros órgãos importantes. Porém, uma pesquisa apresentada no evento da Sociedade de Radiologia da América do Norte de 2024, intitulada “Vaping Causes Immediate Effects on Vascular Function“, mostrou que, mesmo sem a presença da substância, o uso constante do vape é capaz de alterar tanto o fluxo quanto a oxigenação sanguínea.

Já um dos estudos do evento do ano passado da American College of Cardiology, de título “Electronic Nicotine Product Use Is Associated with Incident Heart Failure – The All of Us Research Program”, revelou que o uso de vape e cigarros eletrônicos pode aumentar o risco de desenvolver insuficiência cardíaca em até 19% — principalmente do tipo fração de ejeção preservada (ICFEp), que leva ao enrijecimento do músculo cardíaco e dificulta o enchimento do órgão.

Segundo o Dr. Rafael Vilanova, o vape não é inofensivo e o seu uso ou o uso de outros dispositivos de cigarro eletrônicos não deve ser realizado. “Não há um nível seguro do uso dos vapes ou do tabagismo, e os danos à saúde são cumulativos”, finaliza.

Por Paula Borges

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