Uma cidade no meio do nada que cresceu 73,4% e atrai novos moradores todos os dias
73,4% de crescimento e não para
No coração produtivo do Mato Grosso, a 500 km de Cuiabá pela BR-163, Sinop foi planejada desde o primeiro lote. Saiu de 113 mil para 196 mil habitantes em 12 anos e segue como uma das cidades que mais ganham moradores no Brasil. Conhecida como Capital do Nortão, virou um dos principais polos do agronegócio do país e mantém ruas de 20 metros de largura, calçadas largas e 27 m² de área verde por morador.
A cidade que nasceu com nome de empresa em 1974
A história começa em 1972, quando a Colonizadora Sinop S.A. adquiriu 500 mil hectares de terra para colonização particular no norte do Mato Grosso. O nome do município é, na verdade, um acrônimo da Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná, empresa que trouxe agricultores do norte do Paraná para ocupar a região.
A cidade foi oficialmente inaugurada em 14 de setembro de 1974, com 20 quadras prontas. Em 17 de dezembro de 1979, o município ganhou autonomia política, pouco mais de cinco anos após a fundação. As primeiras famílias chegaram do Sul do país, trazendo a tradição da agricultura e dando início ao que viria a ser uma das maiores frentes produtivas do Brasil.

Por que tantas famílias têm trocado capitais por essa cidade do agronegócio?
Os números explicam o movimento. Conforme o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população saltou de 113.099 para 196.312 habitantes entre 2010 e 2022, crescimento de 73,4% em pouco mais de uma década. Foi a 4ª cidade do país que mais ganhou habitantes proporcionalmente no período.
A estimativa para 2025 já chega a 223.780 moradores, segundo a Prefeitura. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) atinge 0,807, considerado alto e superior ao de muitos municípios brasileiros mais conhecidos. O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) chega a 0,85, segundo a Prefeitura.
Uma cidade planejada desde a primeira rua
O traçado urbano explica boa parte da qualidade de vida. As ruas foram desenhadas com 20 metros de largura, as avenidas chegam a 50 metros, e cada via recebeu o nome de uma árvore ou flor: Acácias, Sibipirunas, Jequitibás, Tarumãs, Palmeiras. O resultado é uma malha viária larga, com calçadas amplas e arborização constante.
Conforme dados da Prefeitura, o município tem 27 m² de área verde por habitante, mais do dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere 12 m². A cidade é banhada pelo Rio Teles Pires, afluente do Rio Tapajós que deságua no Amazonas, e o Plano Diretor foi atualizado para acompanhar o ritmo do crescimento.
O motor econômico que sustenta o desenvolvimento da cidade
A economia gira em torno de soja, milho e madeira, com o município funcionando como referência logística da BR-163, principal corredor de escoamento da safra mato-grossense até os portos do Pará. O PIB per capita chega a R$ 59.782, segundo o IBGE, e a balança comercial registrou mais de US$ 1 bilhão em exportações em 2021.
A cidade é a 4ª maior economia do Mato Grosso, sede da Embrapa Agrossilvipastoril, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) dedicada a estudos de integração entre lavoura, pecuária e floresta. Em 2023, apenas no primeiro semestre, o saldo de colocação no mercado de trabalho passou de 23 mil pessoas, conforme dados do Observatório de Dados de Sinop.
Como chegar à cidade pela principal rodovia do agronegócio?
A cidade fica a 500 km de Cuiabá pela BR-163, cerca de 6 horas de carro. O Aeroporto Regional de Sinop (Presidente João Figueiredo) opera voos diretos para a capital mato-grossense, São Paulo e Brasília. Linhas regulares de ônibus rodoviário conectam o município aos principais polos do Centro-Oeste.
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Vale a pena criar os filhos nessa cidade do norte mato-grossense?
A cidade combina IDH alto, ruas largas e arborizadas, mais que o dobro da área verde recomendada pela OMS e uma das maiores frentes de geração de emprego do Centro-Oeste. Para quem busca um lugar planejado desde a primeira esquina, com vida tranquila e economia em expansão, é uma opção rara no Brasil.
Você precisa atravessar o norte mato-grossense e conhecer essa cidade para entender como um projeto urbano de 50 anos atrás virou uma das cidades mais procuradas do Centro-Oeste.
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