Recorde no Guinness com 5,3 km de jardim à beira-mar: a cidade de sete praias que é a 2ª melhor do país para criar filhos e a 3ª para envelhecer
O jardim acompanha a orla e virou uma das maiores marcas da cidade
Quase toda cidade de praia entrega a faixa mais valiosa da orla à construção civil. Santos, a pouco mais de 70 km de São Paulo, fez o contrário: instalou ali um jardim contínuo, hoje reconhecido como o maior do mundo em frente ao mar, e transformou a orla no principal ativo de uma cidade que aparece no pódio nacional tanto para quem tem filhos pequenos quanto para quem quer envelhecer bem.
Por que esse jardim entrou para o livro dos recordes?
Pela extensão contínua, sem interrupções entre bairros. Conforme a Prefeitura de Santos, os cerca de 7 km de praia são acompanhados por 5.335 metros de jardins, com largura entre 45 e 50 metros e 218.800 m² de área verde, números que renderam o registro no Guinness World Records como o maior jardim de orla do planeta.
O conjunto virou bem protegido por lei. Segundo a Prefeitura de Santos, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) aprovou o tombamento da área, o que faz qualquer intervenção nova passar por análise do órgão, exceto a manutenção corrente dos canteiros.

O que mais faz de Santos referência em qualidade de vida?
Uma lista longa de reconhecimentos. De acordo com a Prefeitura de Santos, o município aparece como segunda melhor cidade do país para criar filhos, terceira melhor para envelhecer, entre as primeiras em saneamento e no top 10 das mais limpas do Brasil, além de figurar entre as mais competitivas.
O reconhecimento também é internacional. A cidade foi a primeira da América Latina a receber da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) o título de cidade criativa do cinema, integrando uma rede global de municípios que usam cultura como estratégia de desenvolvimento. É o tipo de combinação entre orla cuidada e indicadores urbanos que também aparece em outras cidades litorâneas que lideram rankings de qualidade de vida.

O que fazer entre a orla, o centro e os morros
A cidade é plana na parte da praia e permite atravessar boa parte do roteiro a pé ou de bicicleta, com ciclovia contínua ao longo dos jardins. Confira abaixo as paradas mais procuradas:
- Jardins da Orla: caminhada ou pedalada entre canteiros floridos, palmeiras e dezenas de monumentos, do José Menino à Ponta da Praia.
- Monte Serrat: funicular centenário que sobe o morro até a capela no topo, com vista da baía e do porto.
- Museu do Café: instalado no antigo prédio da Bolsa Oficial de Café, com salão de pregões e vitrais preservados.
- Centro histórico: casarões restaurados e bondes turísticos que circulam pelo núcleo mais antigo da cidade.
- Bike Santos: sistema municipal de bicicletas compartilhadas, com estações ao longo da orla e acesso por aplicativo.
- Porto de Santos: o maior da América Latina, visível de vários pontos da cidade e parte da própria paisagem urbana.
Quem quer conhecer as praias e a história de Santos vai curtir esse vídeo do canal Viaje Leve, com mais de 21 mil visualizações, sobre a orla, o centro histórico, o Museu do Café e o bondinho:
Como é o clima de Santos ao longo do ano?
O litoral paulista tem calor e umidade altos boa parte do ano, com chuva concentrada no verão e um inverno bem mais seco, ideal para caminhadas longas na orla. Veja abaixo como o tempo se comporta em Santos durante o ano:
Médias mensais de chuva com base no Climatempo. As condições variam de um ano para outro por influência de fenômenos como El Niño e La Niña, então vale conferir a previsão atualizada antes de descer a serra.
Conheça a cidade que plantou um jardim na frente do mar
O recorde do Guinness é consequência de uma decisão urbanística tomada há mais de um século: em vez de liberar a faixa de areia para construção, o município reservou o trecho mais nobre para uso público. Um século depois, esse é o cartão-postal e o principal espaço de convivência da cidade.
Você precisa descer a serra, caminhar os 5,3 km de canteiros de uma ponta à outra e depois subir o funicular do Monte Serrat para ver, do alto, a faixa verde separando o mar do calçadão.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)