Os 20 países mais pacíficos do mundo em 2026
Lista das nações com melhor índice de paz no mundo
A Islândia é o país mais pacífico do mundo pelo 19º ano consecutivo, segundo o Índice Global de Paz 2026, publicado pelo Institute for Economics and Peace (IEP). O ranking avalia 163 países com base em 23 indicadores que medem segurança, conflitos e militarização. O resultado deste ano mostra que a paz global piorou pelo 12º ano consecutivo, enquanto os conflitos ativos chegaram ao maior número desde a Segunda Guerra Mundial.
O que é o Índice Global de Paz e como ele funciona?
O Índice Global de Paz, em inglês Global Peace Index ou GPI, é o principal medidor de paz do mundo. Ele foi criado em 2007 pelo IEP, uma organização independente sediada em Sydney, na Austrália. Todo ano, o índice avalia 163 países que representam 99,7% da população mundial. Os dados vêm de fontes como a Economist Intelligence Unit, o Uppsala Conflict Data Program e o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.
A pontuação vai de 1 (mais pacífico) a 5 (menos pacífico). Para chegar ao resultado, o IEP analisa três grandes áreas: o nível de segurança da sociedade, a intensidade de conflitos internos e externos, e o grau de militarização do país. Quanto mais baixa a pontuação, mais pacífico o país. O GPI 2026 mostrou que 99 países pioraram no índice, enquanto apenas 62 melhoraram.

Quais são os 20 países mais pacíficos do mundo em 2026?
O topo do ranking é dominado pela Europa, com exceções notáveis como Nova Zelândia, Singapura e Japão. Veja os países que lideraram a lista neste ano:
Quais outros países completam o top 20?
A lista completa dos 20 países mais pacíficos do mundo em 2026, segundo o IEP, é a seguinte, do 7º ao 20º lugar: Portugal, Singapura, Finlândia, Japão (10º), Dinamarca, Países Baixos, Canadá, Bélgica, República Tcheca, Hungria, Croácia, Austrália, Alemanha e Polônia, que registrou a maior melhora do mundo em 2026, subindo 23 posições. Vale notar que 9 dos 10 países mais pacíficos estão na Europa.
Entre os destaques regionais, Singapura mantém a posição de país mais pacífico do Sudeste Asiático, apesar de ter caído duas posições. Japão aparece como destaque asiático pelo equilíbrio entre segurança interna e baixo envolvimento em conflitos externos. Fora do top 20, a América Latina tem Argentina e Uruguai como os mais bem posicionados da região.
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Por que a Islândia lidera o ranking há quase duas décadas?
A Islândia não tem exército ativo. O país depende de uma força policial pequena e sem armas de fogo como rotina, e conta com a proteção coletiva da OTAN sem manter tropas próprias em combate. A criminalidade é muito baixa, e o país tem uma das democracias mais estáveis do mundo. Esses fatores combinados fazem com que a Islândia domine os três domínios do índice: segurança da sociedade, ausência de conflitos e baixa militarização.
O padrão dos países no topo da lista tem traços em comum. A maioria tem democracias consolidadas, gastos militares baixos em relação ao PIB, índices altos de bem-estar social e pouco ou nenhum envolvimento em conflitos internacionais. Segundo o próprio IEP, países com altos índices de paz também tendem a crescer economicamente mais rápido, ter taxas de juros mais baixas e ser mais resilientes a crises.

O que os dados de 2026 dizem sobre o estado da paz no mundo?
O cenário global está longe de ser tranquilo. O GPI 2026 aponta 61 conflitos armados ativos no mundo, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial. Os gastos militares globais chegaram a US$ 2,9 trilhões em 2025, e o custo econômico da violência no mesmo ano foi de US$ 21,8 trilhões, equivalente a 10,5% do PIB mundial. Veja como fica a comparação entre as posições extremas e as do meio do ranking:
| País | Posição 2026 | Nível de paz |
|---|---|---|
| IslândiaLíder pelo 19º ano seguido | 1º de 163 | Muito alto |
| PortugalÚnico país lusófono no top 10 | 7º de 163 | Muito alto |
| Brasil124º segundo o GPI 2026 | 124º de 163 | Baixo |
| RússiaÚltimo pelo segundo ano consecutivo | 163º de 163 | Crítico |
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O que diferencia os países mais pacíficos dos demais?
O IEP identificou oito pilares que constroem e sustentam sociedades pacíficas a longo prazo. Entre eles estão: governo que funciona bem, distribuição mais justa dos recursos, livre acesso à informação, boas relações com países vizinhos e baixos índices de corrupção. Segundo o instituto, esses fatores não apenas promovem paz, mas também produzem crescimento econômico mais sólido, melhor desempenho ambiental e maior bem-estar da população.
O que o GPI 2026 deixa claro é que a paz não é um estado permanente nem garantido. Desde que o índice foi criado, em 2007, 119 países, ou seja, 73% do total, se tornaram menos pacíficos. A diferença entre os países do topo e os do fundo da lista também aumentou 11,7% em duas décadas. Os países mais pacíficos do mundo estão se afastando, e não se aproximando, do restante do planeta.
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