O município paulista que abriga o Sirius, o maior e mais complexo acelerador de partículas da América Latina
Campinas abriga o gigante Sirius e lidera a ciência de ponta no país
O acelerador de partículas em Campinas coloca o interior paulista no topo da pesquisa mundial. Essa estrutura gigante produz uma luz especial que ajuda cientistas a analisarem materiais na escala de átomos e moléculas.
O que torna o Sirius uma obra tão especial na região?
Essa instalação fica dentro do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais no bairro de Barão Geraldo. O prédio circular de 68.000 metros quadrados protege os equipamentos contra qualquer tipo de tremor na terra.
A máquina funciona como um microscópio gigante de luz síncrotron de quarta geração. O projeto todo custou cerca de R$ 1,8 bilhão e teve quase todo o desenvolvimento feito por mentes e empresas brasileiras.
O vídeo abaixo mostra como funciona esta incrível estrutura:
Como funciona a tecnologia dessa estrutura gigante?
Os elétrons viajam em tubos com vácuo quase perfeito numa velocidade muito perto da velocidade da luz. Ímãs superpotentes guiam as partículas em uma pista circular de 518 metros de comprimento.
Quando esses elétrons mudam de direção, eles soltam uma radiação brilhante chamada luz síncrotron. Se você quiser entender como funciona o estudo de moléculas e materiais na física de partículas, saiba que essa luz atravessa amostras revelando detalhes minuciosos em três dimensões.
Quais pesquisas usam a luz dessa máquina no dia a dia?
Cientistas de várias partes do mundo viajam até o interior de São Paulo para usar essa iluminação especial. As análises ajudam a criar soluções modernas para problemas reais do nosso cotidiano.
Estes são os principais focos de trabalho realizados dentro dos laboratórios do complexo:
- Remédios mais eficientes para combater doenças graves
- Baterias com mais capacidade para carros elétricos
- Fertilizantes que agridem menos o solo agrícola
- Aço e concreto mais resistentes para a construção civil
Como o Sirius se compara com o antigo acelerador UVX?
O Brasil já tinha o acelerador UVX operando na mesma cidade desde a década de 1990. Só que a nova máquina é bilhões de vezes mais brilhante e permite enxergar coisas bem menores no microscópio.
Abaixo você observa o salto tecnológico entre as duas gerações de equipamentos do centro paulista:
Por que essa tecnologia faz tanta diferença para o país?
Ter uma máquina dessa no nosso território garante total independência para os pesquisadores nacionais. Nossos cientistas não precisam mais pegar fila no exterior ou pagar em dólar para testar suas ideias em laboratórios gringos.
A presença do complexo atrai investimentos de indústrias e gera empregos de alta qualificação no mercado interno. A cidade paulista se consolida cada vez mais como o polo de inovação mais forte da América Latina.
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