Nota máxima no ranking nacional: a cidade do interior paulista que nasceu de uma clareira aberta no sertão e hoje é uma das melhores para se viver
Planejamento e oportunidades acompanharam o crescimento urbano
Saneamento universalizado ainda é exceção no Brasil, e quase sempre a exceção mora no interior. Presidente Prudente, a mais de 550 km da capital paulista, gabaritou o principal levantamento nacional do setor e virou referência para uma região que atende dezenas de municípios vizinhos.
Como uma cidade do interior tirou nota máxima em saneamento?
O resultado veio do levantamento mais recente da entidade que reúne os engenheiros do setor. Conforme o Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2025, o município somou 500 pontos, o máximo possível, ao alcançar nota 100 nos cinco indicadores avaliados: abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto, cobertura de coleta de resíduos e destinação final adequada do lixo.
A comparação dá dimensão ao feito. No mesmo estudo, ABES, a associação responsável pelo ranking, classifica na faixa mais alta apenas uma pequena parcela dos municípios avaliados, e Curitiba foi a única capital a entrar nessa categoria. O desempenho segue a mesma lógica de outros municípios do interior paulista que gabaritam rankings nacionais: infraestrutura básica resolvida antes do crescimento.

Por que Presidente Prudente nasceu de uma clareira aberta no sertão?
A fundação tem data e machado. Em 14 de setembro de 1917, o coronel Francisco de Paula Goulart abriu a primeira clareira na mata que cobria o extremo oeste do estado, no ponto onde hoje se cruzam duas das principais avenidas da cidade. O povoado surgiu como Vila Goulart, ao lado da estação da Estrada de Ferro Sorocabana.
Foi a ferrovia que definiu o resto. Os trilhos ligaram a região às rotas do café e transformaram o povoado no ponto de apoio de toda a ocupação do Pontal do Paranapanema. O nome veio da estação, batizada em homenagem a Prudente de Morais, o primeiro presidente civil do Brasil. Hoje, conforme o site oficial do município, a cidade concentra teatros, parques e equipamentos culturais que atendem também as cidades vizinhas.

O que ver na Capital do Oeste Paulista
O roteiro urbano é curto e quase todo concentrado no eixo central, o que combina com uma cidade em que atravessar bairros costuma levar poucos minutos. Confira abaixo os pontos principais:
- Parque do Povo: principal área verde da cidade, instalada em um fundo de vale entre duas avenidas, com pistas de caminhada, ciclovia, quadras e piscinas.
- Sesc Thermas: apontado como a única unidade do Sesc no estado com piscinas abastecidas por água termal, vinda de um poço profundo na própria região.
- Cidade da Criança: parque ecológico às margens da Rodovia Raposo Tavares, com trilhas, observatório e programação voltada a famílias.
- Centro Cultural Matarazzo: antigos galpões industriais transformados em espaço de exposições e eventos.
- Museu e Arquivo Histórico Municipal: reúne o acervo sobre a formação da cidade e a chegada da ferrovia.
- Teatro Municipal Procópio Ferreira: principal casa de espetáculos do município, citada pelo próprio portal da prefeitura entre os equipamentos culturais locais.
Quem quer ver do alto uma das melhores cidades do interior paulista vai curtir esse vídeo do canal Bronis & Drones, com mais de 13 mil visualizações, sobre avenidas e parques de Presidente Prudente:
Como é o clima de Presidente Prudente ao longo do ano?
O extremo oeste paulista tem verão quente e chuvoso e inverno seco, com amplitude térmica grande entre a madrugada e a tarde nos meses frios. Veja abaixo como o tempo se comporta em Presidente Prudente durante o ano:
Médias mensais de chuva com base no Climatempo. As condições variam de um ano para outro por influência de fenômenos como El Niño e La Niña, então vale conferir a previsão atualizada antes de viajar.
Conheça a capital regional que resolveu o básico
Presidente Prudente não aparece nos roteiros turísticos mais óbvios do estado, mas entrega no cotidiano o que muita cidade grande promete: água tratada em toda a malha urbana, esgoto coletado e tratado, lixo com destino correto e parque público no meio do tecido residencial.
Você precisa cruzar o interior paulista até o Pontal do Paranapanema e caminhar pelo fundo de vale que virou parque para entender como uma clareira aberta no sertão virou a capital de uma região inteira.
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