Cidade do Sul catarinense cresceu com mineração e indústria e hoje mistura universidades, parques e fácil acesso tanto à serra quanto às praias
Mineração, indústria, universidade e parques ajudam a explicar por que um grande polo do Sul catarinense mantém serra e litoral por perto.
O carvão ajudou a transformar uma antiga colônia agrícola em um dos principais centros urbanos do Sul catarinense. Hoje, com 227.438 habitantes estimados em 2025, Criciúma combina indústria diversificada, universidade, grandes parques e uma posição que deixa praias e serra ao alcance de viagens curtas.
Como a mineração moldou o crescimento de Criciúma?
A exploração do carvão ganhou força no início do século XX e mudou a economia local, atraindo trabalhadores e impulsionando a ferrovia usada para transportar o mineral. A história econômica de Criciúma registra essa atividade como um dos pilares de sua expansão urbana.
O carvão deixou marcas na paisagem, na memória e na identidade municipal, mas perdeu peso relativo com a diversificação econômica. Cerâmica, plásticos, produtos químicos, metalmecânica, confecção, comércio e serviços passaram a dividir espaço com a atividade extrativa.

Por que a economia continua forte além do carvão?
Criciúma apareceu como a oitava maior economia municipal de Santa Catarina em 2023, segundo análise estadual baseada nos dados do IBGE. O município respondeu por cerca de 2,4% do PIB catarinense naquele ano, reforçando sua posição como polo econômico do sul do estado.
A indústria mantém papel importante, mas a base produtiva é ampla. O perfil oficial do município destaca cerâmica, plásticos, química, metalmecânica e confecção, além de comércio, construção civil, serviços, inovação e tecnologia.
Quatro frentes resumem essa transformação econômica:
Qual é o papel das universidades na cidade?
A Universidade do Extremo Sul Catarinense é uma das instituições centrais desse perfil. Criada em 1968 como Fundação Educacional de Criciúma e transformada oficialmente em universidade em 1997, a Unesc nasceu para ampliar a formação profissional da região.
O campus concentra ensino, pesquisa, extensão, laboratórios, biblioteca e serviços ligados à comunidade. Essa presença movimenta moradia estudantil, saúde, cultura e empregos qualificados, além de atrair alunos de outros municípios do Sul catarinense.
Quais parques fazem parte da rotina urbana?
O Parque das Nações Cincinato Naspolini é um dos maiores equipamentos de lazer locais, com cerca de 109 mil m². O espaço reúne caminhada, ciclovia, áreas esportivas, playgrounds e referências à história ferroviária e carbonífera da cidade.
Criciúma também conta com Parque dos Imigrantes, Parque da Prefeitura e Parque Astronômico Albert Einstein. A distribuição desses espaços cria alternativas de lazer dentro da área urbana e reforça um perfil que o próprio município passou a divulgar como “cidade dos parques”.
As praias e a Serra Catarinense ficam realmente perto?
Sim, embora as distâncias mudem conforme o destino. Balneário Rincão, uma das praias mais próximas, fica a aproximadamente 25 quilômetros da área central. Para o lado oposto, a Serra do Rio do Rastro está a cerca de 60 quilômetros por estrada.
Essa posição permite alternar entre litoral e áreas serranas sem transformar cada passeio em uma viagem de longa distância. Rodovias regionais conectam Criciúma a Içara, Siderópolis, Lauro Müller e outros municípios que funcionam como portas de entrada para esses dois ambientes.
Três referências ajudam a colocar essa localização em perspectiva:
Para quem Criciúma pode fazer sentido como lugar para morar?
O perfil tende a interessar quem procura uma cidade média com indústria, universidade, comércio e serviços regionais, sem abrir mão de parques ou de viagens curtas para paisagens diferentes. O porte urbano também é bem menor que o das grandes capitais brasileiras.
A escolha depende de emprego, bairro, trânsito e custo de moradia, que variam dentro do município. A formação de Criciúma e da Região Carbonífera ajuda a contextualizar por que a cidade combina memória industrial com funções urbanas mais amplas.
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