A 2ª cidade mais inteligente do Brasil reúne 365 empresas de tecnologia no interior do Paraná
Empresas, empregos e inovação colocaram o município em destaque no país
Cidades pequenas raramente aparecem entre as referências brasileiras em tecnologia, mas Pato Branco quebrou esse padrão. Instalada a 760 metros de altitude no interior do Paraná, a cidade recebeu em novembro de 2025 o prêmio de segunda cidade mais inteligente do Brasil entre municípios com até 100 mil habitantes. O reconhecimento vem acompanhado de um ecossistema com cerca de 365 empresas de tecnologia, resultado de uma transformação que começou nos anos 1990.
Qual prêmio Pato Branco recebeu em 2025?
Segundo a Prefeitura de Pato Branco, o município conquistou a segunda colocação no ANCITI Awards 2025, prêmio da Associação Nacional das Cidades Inteligentes, Tecnológicas e Inovadoras. A cerimônia aconteceu em Campinas, no interior paulista, em 18 de novembro de 2025.
A avaliação considerou sete áreas: governança inteligente, inovação e transformação digital, desenvolvimento econômico, educação, mobilidade, meio ambiente e saúde. Pato Branco só ficou atrás da primeira colocada na categoria, um destaque em um estado que já concentra outras cidades reconhecidas em rankings de inovação.

Como se formou o ecossistema de 365 empresas de tecnologia?
Os números vêm do Plano Municipal de Cidade Inteligente. O documento registra cerca de 365 empresas de tecnologia, 126 indústrias de software e 34 startups com alcance nacional e internacional operando no município.
A concentração impressiona quando se leva em conta que a cidade tem pouco mais de 90 mil habitantes. A explicação está na densidade do ambiente de negócios, com incubadora, laboratórios e empresas âncoras dividindo o mesmo espaço físico dentro de um parque tecnológico municipal.

O que a UTFPR mudou na economia da cidade?
A virada tem uma data clara. Segundo a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), as negociações para instalar uma unidade no interior do estado começaram em 1987, ainda quando a instituição se chamava Cefet-PR. As aulas começaram em março de 1993.
O campus se tornou o segundo maior da universidade no Paraná, atrás apenas do de Curitiba. A proximidade entre a formação técnica e o setor produtivo criou um fluxo constante de engenheiros e desenvolvedores que passaram a alimentar as empresas locais, algo raro em cidades do mesmo porte no interior brasileiro.

Quem foi o “pato branco” que deu nome à cidade?
A história do nome tem sabor de causo. No início do século XX, famílias gaúchas chegaram ao interior paranaense fugindo de conflitos políticos. Entre os pioneiros estava João Arruda, que abateu um pato selvagem de plumagem branca às margens de um afluente do Rio Chopim.
O episódio nomeou o rio, e nos anos 1930 o governo federal instalou uma linha telegráfica entre Ponta Grossa e Barracão. Os operadores chamavam o local de “Posto do Rio Pato Branco”, apelido que pegou antes mesmo da emancipação política, oficializada em 1952.
O que é o Parque Tecnológico Binacional com Posadas?
Uma das apostas mais originais da cidade é a integração com o outro lado da fronteira. A Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação mantém o Parque Tecnológico Binacional (PTBi), projeto que conecta Pato Branco à cidade argentina de Posadas.
O modelo é dividido em três eixos: integração empresarial, fortalecimento institucional e formação educacional. Pato Branco entra com força em software e eletroeletrônica, enquanto Posadas contribui com biotecnologia e energias renováveis. A cerca de 100 km da divisa com a Argentina, a cidade paranaense aproveita a posição estratégica no Mercosul.
Quem quer conhecer uma cidade que une tecnologia e qualidade de vida, vai curtir este vídeo do canal Coisas do Mundo, com mais de 49 mil visualizações, que apresenta Pato Branco, no Paraná:
Como chegar a Pato Branco?
A cidade fica a 440 km de Curitiba, cerca de seis horas de viagem pelas rodovias que cruzam o interior paranaense. O aeroporto municipal recebe voos regionais que conectam a região ao restante do estado.
Quem vem de Santa Catarina ou do Rio Grande do Sul pode chegar por estradas que atravessam a divisa. A proximidade com a Argentina também torna Pato Branco um ponto natural para viagens integradas ao Mercosul.
Leia também: A cidade que mais conquista novos moradores no litoral, graças à sua qualidade de vida e praias tranquilas
Conheça a capital tecnológica do interior paranaense
Pato Branco mostra o que acontece quando uma cidade pequena aposta em educação técnica e faz essa aposta durar décadas. A combinação de universidade federal, parque tecnológico e uma economia com raízes no agronegócio criou um ambiente incomum no interior brasileiro.
Você precisa conhecer Pato Branco e entender por que uma cidade nascida do disparo em um pato selvagem virou referência nacional em inovação a 440 km de Curitiba.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)