365 empresas de tecnologia a 100 km da Argentina: a cidade do interior paranaense que aparece em 19º entre os 5.571 municípios do país
O setor de tecnologia ganhou força e passou a ocupar espaço importante na economia local
A fronteira mais próxima costuma dizer pouco sobre o que uma cidade produz. Pato Branco, no sudoeste do Paraná, fica a cerca de 100 km da Argentina e construiu ao redor de uma universidade federal um conjunto de 365 empresas de tecnologia. O resultado aparece nos rankings de desenvolvimento, onde o município lidera toda a sua região.
Como uma cidade agrícola virou referência em software?
A virada começou com a chegada do ensino superior tecnológico. O câmpus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) teve as aulas iniciadas em março de 1993, fruto de uma negociação aberta ainda em 1987 para levar uma unidade do antigo CEFET-PR ao interior. A prefeitura cedeu o terreno, e a cidade passou a formar engenheiros e programadores em casa.
O ecossistema cresceu em etapas, com incubadoras criadas a partir dos anos 1990 e, mais tarde, o Parque Tecnológico de Pato Branco, que abriga laboratórios e empresas incubadas. Conforme o Plano Municipal de Cidade Inteligente, o município reúne hoje cerca de 365 empresas de tecnologia, 126 indústrias de software e 34 startups com alcance nacional e internacional.

O que significa ficar em 19º entre 5.571 municípios
Significa estar no 0,3% superior do país em desenvolvimento. Segundo a Prefeitura de Pato Branco, a cidade ocupa a 19ª posição nacional no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) e o 4º lugar no Paraná, com destaque em saúde, educação e geração de emprego e renda.
O dado mais revelador não é a posição, e sim o movimento: desde 2013, o município subiu 32 posições no ranking nacional, avanço raro para cidades de porte médio, que costumam oscilar poucas colocações entre uma edição e outra. Pato Branco lidera o índice em todo o sudoeste paranaense.

Onde a cidade respira fora do escritório
O mesmo orçamento que sustenta laboratórios financia praças e parques distribuídos pelos bairros, e não apenas no centro. Estes são os espaços que a própria administração municipal destaca:
- Parque do Alvorecer: área de conservação com mais de 1 milhão de metros quadrados, com mata nativa e trilhas para caminhada.
- Largo da Liberdade: ponto de encontro tradicional, usado para feiras, eventos e atividades ao ar livre.
- Praça Presidente Vargas: praça central com internet livre e árvore digital, herança das ações de cidade inteligente.
- Espaços esportivos de bairro: equipamentos revitalizados fora do centro, pensados para o uso diário das famílias.
- Escolas com robótica: a rede municipal trabalha com tablets e oficinas de robótica, o que ajuda a explicar de onde sai a mão de obra do setor tecnológico.
Quem quer conhecer o interior do Paraná, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Diogo Elzinga, que conta com mais de 100 mil visualizações, onde Diogo Elzinga mostra com humor a cultura e curiosidades de Pato Branco:
Como é o clima de Pato Branco ao longo do ano?
O clima é subtropical, com as quatro estações bem marcadas e chuva abundante o ano inteiro. Setembro é o mês mais molhado, com média em torno de 181 mm, enquanto agosto fica perto de 102 mm, segundo o Climatempo. Veja o comportamento de cada período:
As condições variam de um ano para outro sob influência de fenômenos como El Niño e La Niña. Para a previsão atualizada, consulte o Climatempo.
O interior que resolveu formar seus próprios engenheiros
Pato Branco mostra o que acontece quando uma cidade média decide não exportar seus jovens. A universidade veio primeiro, as empresas nasceram em volta e o resultado aparece em saúde, educação e renda, os três pilares que sustentam a colocação nacional.
Vale incluir o sudoeste paranaense no roteiro e conhecer de perto a cidade que virou referência em tecnologia sem sair do interior.
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