Você deixa o celular na cabeceira? O efeito no sono é mais comum do que parece e começa antes de dormir

24.02.2026

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Você deixa o celular na cabeceira? O efeito no sono é mais comum do que parece e começa antes de dormir

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 24.02.2026 10:44 comentários
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Você deixa o celular na cabeceira? O efeito no sono é mais comum do que parece e começa antes de dormir

Uma noite melhor começa antes de apagar a luz

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Você deixa o celular na cabeceira? O efeito no sono é mais comum do que parece e começa antes de dormir
Dormir com o celular próximo pode ser um problema

Deixar o telefone na mesa de cabeceira virou hábito automático, quase como escovar os dentes. O problema é que, quando ele fica ao alcance da mão, o cérebro entende que ainda existe “coisa para resolver” antes de desligar. E aí o descanso perde qualidade por um motivo bem menos misterioso do que parece: não é tanto sobre medo de radiação, e sim sobre tela, estímulo e rotina noturna.

Dormir com o celular perto piora o sono mesmo?

Na média, piora, principalmente porque aumenta a chance de uso na hora mais sensível do dia: a transição para dormir. Quando você “só dá uma olhadinha”, o corpo recebe luz, informação e microestresse. Isso muda a qualidade do sono sem você perceber, deixando o descanso mais leve e fragmentado.

O ponto central é simples: quanto mais fácil é pegar o aparelho, maior a tentação de estender o dia. E o sono é extremamente sensível a esse tipo de esticada, especialmente quando vira repetição diária.

A luz azul do celular "ativa" nosso cérebro, atrapalhando nosso sono
A luz azul do celular “ativa” nosso cérebro, atrapalhando nosso sono

O que a luz azul faz com a cabeça antes de dormir?

A tela emite luz que “engana” o relógio biológico, atrasando a produção de melatonina, que é o hormônio que sinaliza que a noite chegou. Resultado: você demora mais para apagar, e o corpo entra no sono profundo mais tarde, como se tivesse perdido a porta de entrada do descanso.

Além da luz, tem o conteúdo. Mensagens, redes sociais e vídeos acionam curiosidade, comparação, resposta rápida. Isso aumenta o estado de alerta e bagunça o ciclo circadiano, aquele ritmo interno que organiza energia, fome e sono ao longo do dia.

Leia também: Paralisia do sono: quando a mente acorda, mas o corpo ainda está no modo REM

Radiação do celular na cama é o problema ou o hábito é pior?

O debate sobre ondas existe, mas o consenso prático para quem quer dormir melhor é focar no que mais pesa: o comportamento. Quando o celular está perto, você checa notificações, abre algo rápido, pensa no que leu e o cérebro “reacende”. Esse ciclo é terreno fértil para insônia em quem já está estressado ou dormindo mal.

Ainda assim, algumas pesquisas exploram respostas diferentes em pessoas mais sensíveis, incluindo mudanças em marcadores como a variabilidade da frequência cardíaca. Na vida real, porém, a melhora mais rápida costuma vir da redução de uso e da distância física, não de medidas complexas.

O Dr. Guilherme Brassanini, do canal Doutor Sono no YouTube, explica como a luz azul faz nosso cérebro se “ativar” e atrapalha o desempenho do sono:

O que muda no seu descanso quando você controla o tempo de tela à noite?

Quando você cria um limite claro, o cérebro aprende que a noite não é continuação do feed. Isso é base de higiene do sono. A tabela abaixo resume ajustes simples que costumam dar resultado sem exigir “sumir com o celular” da sua vida.

Ajustes práticos para dormir melhor com menos esforço Trocas pequenas que reduzem estímulo e melhoram a noite
🌙 Rotina
Hábito O que costuma acontecer Troca simples
Celular na cama Mais chance de “só mais um” e deitar em alerta Deixar fora do alcance, em um lugar fixo
Notificações à noite Microdespertares e checagens repetidas Ativar “Não perturbe” e manter só contatos essenciais
Uso perto da hora de dormir Atraso para pegar no sono e descanso mais leve Criar um “horário limite” de telas
Celular ligado ao lado Ansiedade de checar e sensação de vigilância Se precisar, usar modo avião e alarme offline

Quando o celular perto vira um sinal de que você precisa mudar algo maior?

Se você percebe que sempre termina a noite rolando tela para “desligar a mente”, isso pode ser um recado de sobrecarga, ansiedade ou falta de ritual de desaceleração. Nesses casos, o celular vira muleta: ele distrai, mas não relaxa. Trocar o hábito por um ritual curto, repetível e simples costuma ser mais eficaz do que tentar “força bruta”.

E se o sono ruim já está virando rotina, com cansaço diurno, irritação, lapsos de memória ou dificuldade para funcionar, vale buscar orientação profissional. Dormir melhor não é luxo. É base para energia, humor e saúde a longo prazo.

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