Videogame é bom mas excesso pode prejudicar a saúde, aponta estudo
Pesquisas relatam maior dificuldade para adormecer após longas sessões, despertares noturnos e sensação de cansaço ao acordar.
O videogame faze parte da rotina de muitos universitários, que dispõem de maior flexibilidade de horários e acesso à tecnologia.
Nesse contexto, cresce o interesse em entender como o tempo dedicado aos jogos digitais interfere em aspectos básicos da saúde, como alimentação, peso corporal e sono, especialmente quando o hábito se torna excessivo.
Qual é a relação entre jogos eletrônicos e saúde dos universitários
O ponto central é o jogo excessivo, isto é, sessões prolongadas de videogame em vários dias da semana. Estudos indicam que, a partir de cerca de 10 horas semanais, surgem associações mais claras com piores indicadores de saúde.
Essas alterações envolvem principalmente dieta, peso corporal e qualidade do sono, além de possíveis impactos na saúde mental.
Estudo foi liderado pela Curtin University, em Perth, com 317 estudantes de universidades australianas, com idade média de 20 anos e estabeleceu 3 tipos de jogadores a partir do tempo que jogam por semana.
| Perfil do Player | Carga Horária Semanal | Nível de Engajamento |
|---|---|---|
|
🎮
Jogadores Baixos
Perfil Casual
|
0 a 5 Horas | Leve |
|
⚡
Jogadores Moderados
Perfil Regular
|
5 a 10 Horas | Equilibrado |
|
🔥
Jogadores Altos
Perfil Hardcore
|
Acima de 10 Horas | Intenso |
Como o jogo excessivo afeta alimentação e peso corporal
Entre universitários, sessões longas de jogo favorecem o consumo de lanches rápidos, ultraprocessados e pedidos por delivery.
Isso costuma reduzir o tempo e o cuidado dedicados ao planejamento de refeições equilibradas.
Quando o tempo de jogo ultrapassa cerca de 10 horas por semana, observa-se pior qualidade da dieta e maior frequência de excesso de peso, sobretudo quando o hábito de jogar se soma a outros comportamentos sedentários ao longo do dia.
Fatores que explicam a relação entre jogos e mudanças na dieta
Alguns mecanismos ajudam a entender por que o jogo intenso está associado a pior alimentação e maior risco de obesidade.
Eles envolvem tanto o tempo em frente à tela quanto a forma como o jogador organiza seu dia.
- Sedentarismo prolongado: muitas horas sentado reduzem o gasto calórico diário.
- Comer distraído: a atenção fica no jogo, dificultando perceber a saciedade.
- Escolhas rápidas: a prioridade é não interromper a partida, favorecendo alimentos pouco nutritivos.
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Como o videogame em excesso prejudica o sono dos estudantes
Entre universitários, a privação de sono já é comum, e o jogo intenso tende a agravar esse quadro. Sessões que avançam pela noite e o uso prolongado de telas podem atrasar o horário de dormir e reduzir a qualidade do descanso.
A pesquisa relata maior dificuldade para adormecer após longas sessões, despertares noturnos e sensação de cansaço ao acordar.
Quando o tempo de jogo semanal passa de 10 horas, a troca de horas de sono por mais tempo diante do console se torna mais frequente.
Como aproveitar o videogame sem prejudicar a saúde
Os estudos sugerem que o problema não é jogar, mas extrapolar o tempo e deixar que o videogame organize a rotina. Em níveis moderados, os indicadores de saúde são semelhantes aos de quem joga pouco ou nada.
Recomenda-se definir limites de horas semanais, fazer pausas para se movimentar, evitar iniciar partidas perto do horário de dormir e planejar lanches mais saudáveis. Assim, é possível conciliar estudo, lazer digital e cuidados básicos com alimentação, peso e sono.
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