Trump defende IA e fecha acordo com big techs
O acordo de IA assinado na Casa Branca é voluntário, mas o texto admite que as medidas podem virar lei. Entenda o que muda para as big techs
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu na terça-feira (29) os chefes das maiores empresas de inteligência artificial na Casa Branca e saiu da reunião, um almoço que durou quase duas horas, com um acordo assinado que prevê auditorias independentes nos sistemas dessas companhias.
Assinaram o texto Sundar Pichai, do Google, Dario Amodei, da Anthropic, Mark Zuckerberg, da Meta, Jensen Huang, da Nvidia, Greg Brockman, da OpenAI, e Elon Musk, da SpaceX e da X.
O documento pede que cada empresa mantenha controles internos, teste os mesmos controles com auditores de fora e entregue os relatórios a um comitê independente do conselho de administração.
Os riscos citados incluem ataques digitais, ameaças biológicas e químicas e ações não previstas dos modelos, como acessar sistemas sem autorização.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que a adesão é voluntária. Trump afirmou que o compromisso é “moralmente” obrigatório, embora o texto admita que as medidas possam virar lei um dia.
Em 14 de setembro, o tom era outro. Trump passou o dia nas redes sociais rejeitando pedidos de mais regras para a tecnologia, falou em uma “conspiração doentia” contra a IA e os data centers e disse que só a supervisão dele bastava para impedir que os modelos saíssem do controle.
Agora, o presidente afirma estudar um conselho de dez integrantes para vigiar a segurança dessas ferramentas e promete nomear em breve um responsável pela política de IA na Casa Branca.
Pesquisas recentes mostram o tamanho da preocupação. Levantamento da CNN divulgado na semana passada apontou que 75% dos americanos sentem medo ou preocupação com a IA e que 87% se inquietam com a construção de data centers.
Pesquisa do New York Times e da Universidade Siena indicou que 61% rejeitam novos data centers, contra 34% a favor. Na Universidade de Massachusetts em Amherst, 23% aprovaram a condução do tema pelo presidente e 57% desaprovaram.
As eleições legislativas ocorrem em novembro, e episódios de agentes de IA que tentaram acessar sistemas de agências federais aumentaram a pressão sobre os republicanos.
Trump manteve a defesa da expansão dos data centers e argumentou que a China ficaria com os que os Estados Unidos recusarem. Amodei, que havia jantado com o presidente no domingo, disse que a tecnologia tem riscos reais, mas que é possível avançar com segurança se o setor e o governo trabalharem juntos.
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