Startup brasileira desenvolve IA que já ajudou a polícia a esclarecer mais de 7 mil casos
Utilizada em Goiás, Paraná, São Paulo e Ceará, a plataforma contribuiu para 4,7 mil prisões e a recuperação de 2,1 mil veículos roubados ou furtados.
Uma inteligência artificial (IA) desenvolvida no Brasil e utilizada na segurança pública já ajudou a esclarecer mais de 7 mil casos policiais em cerca de 18 meses, segundo a startup Pax.
Utilizada em Goiás, Paraná, São Paulo e Ceará, a plataforma contribuiu para 4,7 mil prisões e a recuperação de 2,1 mil veículos roubados ou furtados.
Os resultados colocam a tecnologia no centro de um debate sobre o futuro das investigações e os limites da vigilância digital.
Como a IA na segurança pública ajuda a polícia a resolver crimes?
A plataforma funciona como um assistente investigativo. O policial descreve o que procura em linguagem natural, e o sistema cruza milhões de registros, organiza informações e identifica possíveis conexões entre evidências e trajetos.
Segundo a empresa, a ferramenta reduz o tempo gasto em buscas manuais. A decisão final, porém, continua nas mãos dos agentes responsáveis pela investigação.
Quais são os números do uso da IA na segurança pública que chamam a atenção?
Os dados divulgados pela Pax mostram a dimensão do trabalho realizado com apoio da inteligência artificial em quatro estados brasileiros. Entre os principais resultados informados pela startup estão:
Os números da inteligência artificial que chamam a atenção
Resultados atribuídos ao uso de IA no apoio às investigações policiais revelam a dimensão da tecnologia em quatro estados brasileiros.
Mais de sete mil ocorrências esclarecidas com apoio da tecnologia em aproximadamente 18 meses.
Número de prisões realizadas com auxílio da plataforma de inteligência artificial.
Automóveis recuperados após registros de roubo ou furto, com auxílio da tecnologia.
Goiás, Paraná, São Paulo e Ceará estão entre os estados atendidos pela plataforma.
A inteligência artificial pode auxiliar na análise de informações e no avanço de investigações. Os números apresentados indicam a escala dos resultados informados, mas não demonstram, isoladamente, que todos eles foram causados exclusivamente pela IA.
Os números são atribuídos à empresa e não significam que a inteligência artificial tenha atuado sozinha em cada ocorrência.
Por que Bauru registrou resultados expressivos?
Em Bauru, no interior de São Paulo, a plataforma começou a operar em outubro de 2025. Entre outubro daquele ano e julho de 2026, as prisões aumentaram 21,7%, enquanto os roubos de veículos caíram 38,8%, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública paulista.
A comparação considera o mesmo intervalo do ano anterior. Embora os resultados sejam relevantes, eles não comprovam, isoladamente, que as mudanças ocorreram exclusivamente por causa da inteligência artificial.
Como a plataforma protege os dados e evita abusos?
Fundada em 2024, a Pax reúne profissionais com experiências em empresas como Meta, Nubank e Palantir. A startup também possui certificação ISO/IEC 27001:2022, referência internacional em segurança da informação.
A empresa afirma que os dados permanecem sob controle do poder público e que os acessos são registrados. Mesmo assim, a expansão da IA policial levanta questões importantes sobre privacidade, transparência e fiscalização. Entre os principais cuidados estão:
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- Rastreabilidade: registrar quem consultou informações e quando.
- Supervisão humana: manter decisões investigativas sob responsabilidade dos policiais.
- Proteção de dados: controlar acessos e evitar consultas indevidas.

A inteligência artificial pode transformar a segurança pública?
A experiência da Pax indica como o uso da IA na segurança pública pode acelerar o cruzamento de informações e ajudar investigadores a encontrar pistas em grandes volumes de dados. A promessa é reduzir tarefas que levariam dias a apenas alguns segundos.
O desafio será ampliar o uso dessas ferramentas sem comprometer direitos individuais, segurança das informações e controle humano. O impacto real dependerá da qualidade dos dados, da integração entre órgãos públicos e da capacidade de fiscalizar o sistema.
Fonte: Veja Negócios
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