OpenAI lança o3-pro com foco em análise avançada
O o3‑pro também está acessível por meio de interface de programação (API)
A OpenAI lançou o o3‑pro, uma nova versão do modelo de raciocínio artificial o3, voltada a tarefas que exigem maior confiabilidade e capacidade analítica.
O modelo passou a integrar o ChatGPT nas versões Pro e Team na terça, 10, e substitui o o1‑pro. Usuários corporativos e do setor educacional terão acesso a partir da próxima semana.
O o3‑pro também está acessível por meio de interface de programação (API).
A principal diferença do novo modelo é o uso intensivo de recursos computacionais, permitindo respostas mais elaboradas em áreas como ciência, matemática, programação e negócios.
Ele opera com múltiplas ferramentas: análise de arquivos, interpretação de código em Python, visão computacional, busca na internet e memória de longo prazo.
Segundo a OpenAI, essas funções aumentam a precisão e a clareza das respostas, além de melhorar a capacidade de seguir instruções complexas.
Na API, o preço do o3‑pro foi fixado em 20 dólares por milhão de tokens de entrada e 80 dólares por milhão de tokens de saída. Um milhão de tokens equivale a aproximadamente 750 mil palavras.
Ainda que ofereça melhorias em desempenho, o modelo apresenta limitações temporárias, como a ausência de recursos para geração de imagens e a função de histórico de conversa.
O lançamento está alinhado a um plano estratégico da OpenAI de desenvolver modelos capazes de gerar ideias originais. Em um ensaio publicado no mesmo dia, intitulado “The Gentle Singularity”, o CEO da empresa, Sam Altman, afirmou que sistemas com essa capacidade podem surgir já em 2026.
O presidente da OpenAI, Greg Brockman, declarou em abril que os modelos o3 e o4‑mini já foram utilizados por pesquisadores para produzir ideias inéditas. A empresa vê esse tipo de funcionalidade como essencial para avanços em áreas como ciência, energia e formulação de hipóteses.
A OpenAI não é a única empresa nesse campo.
O Google DeepMind divulgou recentemente o AlphaEvolve, modelo que propôs novos algoritmos para problemas matemáticos complexos. Startups como a FutureHouse afirmam ter desenvolvido ferramentas com potencial para descobertas científicas.
A Anthropic lançou iniciativas para apoiar projetos de pesquisa com auxílio de inteligência artificial.
Esses esforços buscam automatizar etapas do método científico, com aplicações em indústrias como farmacêutica e ciência dos materiais.
Apesar do otimismo das empresas, parte da comunidade científica questiona se os modelos atuais são realmente capazes de produzir conhecimento original.
Thomas Wolf, da Hugging Face, argumenta que essas inteligências operam como alunos obedientes, incapazes de formular perguntas disruptivas.
Kenneth Stanley, ex‑OpenAI e hoje na Lila Sciences, sustenta que ainda falta senso de criatividade aos modelos para gerar hipóteses verdadeiramente novas.
O o3‑pro representa mais um passo na tentativa da OpenAI de superar essas barreiras. Resta verificar, na prática, se o modelo alcançará os objetivos traçados pela empresa.
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