Nvidia bate recorde de receita e lucro com chips de IA
O lucro líquido da companhia subiu 80%, chegando a US$ 22,1 bilhões, consolidando sua posição como uma das maiores vencedoras da corrida tecnológica da IA
A Nvidia registrou um crescimento de 78% na receita do último trimestre, atingindo US$ 39,3 bilhões, impulsionada pela demanda por chips de inteligência artificial.
O lucro líquido da companhia subiu 80%, chegando a US$ 22,1 bilhões, consolidando sua posição como uma das maiores vencedoras da corrida tecnológica da IA.
Os chips da Nvidia, amplamente utilizados por gigantes como OpenAI, Microsoft e Google, seguem sendo a espinha dorsal da infraestrutura de IA. A empresa prevê que sua receita suba para US$ 43 bilhões no próximo trimestre, superando estimativas do mercado.
O brilho da Nvidia foi ofuscado nas últimas semanas após a startup chinesa DeepSeek afirmar que é possível treinar modelos de IA em chips menos avançados. A declaração provocou incertezas sobre a necessidade dos processadores ultramodernos da Nvidia, levando a uma queda histórica de 17% em um único dia no valor de suas ações.
Jensen Huang, CEO da empresa, descartou qualquer risco iminente, destacando a “demanda incrível” pelos novos chips Blackwell, que sozinhos geraram US$ 11 bilhões no último trimestre.
O executivo também minimizou as alegações da DeepSeek, afirmando que os modelos de IA mais recentes consomem ainda mais poder computacional, o que deve garantir a continuidade do domínio da Nvidia.
Apesar da confiança de Huang, as ações da empresa caíram 1,2% após a abertura de Wall Street, influenciadas pelo anúncio do presidente Donald Trump sobre uma nova tarifa de 10% sobre importações chinesas.
A Nvidia, que já havia perdido terreno com a incerteza regulatória, agora enfrenta novos desafios com possíveis restrições à exportação de seus chips para a China.
O governo dos Estados Unidos, tanto sob Joe Biden quanto agora com Trump, tem endurecido regras para impedir que Pequim acesse as tecnologias mais avançadas de IA.
A Nvidia criticou publicamente as restrições, argumentando que elas podem comprometer sua competitividade global, mas não há sinais de que Washington vá recuar.
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