Novo estudo mostra que previsão científica dada como certa há 180 anos estava errada

18.12.2025

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Novo estudo mostra que previsão científica dada como certa há 180 anos estava errada

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 18.12.2025 08:34 comentários
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Novo estudo mostra que previsão científica dada como certa há 180 anos estava errada

O efeito Faraday descreve a rotação do plano de polarização da luz ao atravessar um meio transparente sob a ação de um campo magnético.

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Novo estudo mostra que previsão científica dada como certa há 180 anos estava errada
Novo estudo mostra que uma previsão dada como certa há 180 anos estava errada. Créditos: depositphotos.com / sakkmesterke

O estudo recente da Universidade Hebraica de Jerusalém trouxe uma nova perspectiva sobre como a luz interage com a matéria, ao mostrar que o campo magnético oscilante da luz tem papel direto no efeito Faraday e contribui de forma significativa para a rotação do plano de polarização em materiais transparentes, especialmente em certos comprimentos de onda.

O que é o efeito Faraday na interação entre luz e o campo magnético

O efeito Faraday, conhecido desde 1845, descreve a rotação do plano de polarização da luz ao atravessar um meio transparente sob a ação de um campo magnético externo.

Ele se tornou uma ferramenta central para estudar materiais magnéticos, permitindo “ler” suas propriedades internas de forma óptica.

Tradicionalmente, considerava-se que apenas o campo elétrico da luz era relevante nessa interação com materiais transparentes.

A nova pesquisa, porém, indica que o campo magnético da própria luz também participa ativamente, exigindo uma revisão conceitual desse fenômeno clássico.

Como o campo magnético da luz contribui para o efeito Faraday

A equipe de Amir Capua e Benjamin Assouline utilizou um cristal de terbio-gálio-granada para separar as contribuições dos campos elétrico e magnético da luz.

Combinando medições experimentais e cálculos baseados na equação de Landau-Lifshitz-Gilbert, estimaram que, em luz visível, cerca de 17% do efeito Faraday vem do campo magnético da luz.

No infravermelho, essa participação pode chegar a aproximadamente 70%, o que abre espaço para um controle mais refinado da luz e das propriedades magnéticas dos materiais.

Esses resultados reforçam que a luz interage magneticamente com os spins eletrônicos, e não apenas atravessa passivamente a matéria.

Novo estudo mostra que uma previsão dada como certa há 180 anos estava errada
Novo estudo mostra que uma previsão dada como certa há 180 anos estava errada. Créditos: depositphotos.com / kasezo2

Como o spin eletrônico é manipulado pela luz no efeito Faraday

Uma consequência importante dessa visão ampliada é a possibilidade de usar a luz para manipular diretamente estados magnéticos.

Em particular, feixes com polarização circular podem exercer um torque sobre o spin do elétron, alterando a direção de seu eixo de rotação como se fosse um pião microscópico.

Nesse quadro, o campo elétrico da luz aplica uma força linear sobre a carga, enquanto o campo magnético circularmente polarizado atua diretamente sobre o spin.

Assim, o efeito Faraday deixa de ser apenas uma técnica de leitura magnética e passa a ser também um mecanismo potencial de escrita e controle de informação magnética.

Leia também: Picadas de escorpião Brasil enfrenta temperada mortal por picadas de escorpião em 2025 no Brasil

Quais são os principais destaques experimentais e conceituais do estudo

Os resultados obtidos mostram que o efeito Faraday envolve uma contribuição magnética intrínseca da luz, especialmente relevante em certos materiais e faixas de comprimento de onda.

Isso recoloca um fenômeno clássico em um contexto contemporâneo de magnetismo ultrarrápido e fotônica avançada.

Entre os aspectos mais relevantes observados e discutidos pelos pesquisadores, destacam-se:

  • Rotação da polarização da luz ligada ao campo magnético do material;
  • Participação ativa do campo magnético da própria luz no efeito Faraday;
  • Possibilidade de leitura e escrita de informações magnéticas por meio de luz modulada;
  • Maior contribuição magnética em comprimentos de onda na região do infravermelho.

Quais aplicações tecnológicas o efeito Faraday pode viabilizar no futuro

A compreensão ampliada do efeito Faraday pode impactar telecomunicações, componentes fotônicos e magneto-ópticos, bem como dispositivos de spintrônica.

Isoladores, moduladores ópticos e circuitos fotônicos integrados podem ser reprojetados para explorar a forte contribuição magnética em faixas como o infravermelho.

No armazenamento de dados e em tecnologias emergentes, abre-se caminho para memórias magnéticas com comutação óptica, sensores magneto-ópticos mais precisos, bem como estudos avançados de computação quântica baseados no controle óptico de spins em materiais exóticos.

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