Navio lança ganchos a 8.000 metros para marinheiros resgatarem o primeiro cabo de fibra submarino do mundo: ele tem milhares de km que atravessava o oceano e estava mais de 20 anos no fundo do mar

07.10.2026

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Navio lança ganchos a 8.000 metros para marinheiros resgatarem o primeiro cabo de fibra submarino do mundo: ele tem milhares de km que atravessava o oceano e estava mais de 20 anos no fundo do mar
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4 minutos de leitura 24.03.2026 11:34 comentários
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Navio lança ganchos a 8.000 metros para marinheiros resgatarem o primeiro cabo de fibra submarino do mundo: ele tem milhares de km que atravessava o oceano e estava mais de 20 anos no fundo do mar

Imagine descobrir um verdadeiro “cemitério submarino” escondido no fundo do oceano, cheio de cabos gigantescos que já levaram a internet pelo mundo.

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Navio lança ganchos a 8.000 metros para marinheiros resgatarem o primeiro cabo de fibra submarino do mundo: ele tem milhares de km que atravessava o oceano e estava mais de 20 anos no fundo do mar
Navio lança ganchos a 8.000 metros para marinheiros resgatarem o primeiro cabo de fibra submarino do mundo ele tem milhares de km que atravessava o oceano e estava mais de 20 anos no fundo do mar (Imagem ilustrativa)

Imagine descobrir um verdadeiro “cemitério submarino” escondido no fundo do oceano, cheio de cabos gigantescos que já levaram a internet pelo mundo.

É nesse cenário que entra o TAT-8, o primeiro cabo transatlântico de fibra óptica do planeta, que após quase quatro décadas no Atlântico está sendo resgatado e desmontado peça por peça.

O que foi o TAT-8 e como ele transformou as comunicações globais

O TAT-8 entrou em operação em 1988 e foi o primeiro cabo transatlântico de fibra óptica, ligando Estados Unidos, Reino Unido e França em cerca de 6 mil quilômetros.

Em vez de cabos de cobre, passou a usar pulsos de luz gerados por lasers, aumentando drasticamente a capacidade de tráfego de dados.

Com taxa de 560 Mbit/s, ele possibilitava cerca de 40 mil chamadas telefônicas simultâneas, mas ficou saturado em apenas 18 meses com a expansão da internet.

O projeto também consolidou padrões de proteção mecânica, inclusive contra mordidas de tubarões, influenciando gerações posteriores de cabos submarinos.

Como funciona a complexa remoção do cabo submarino?

Remover um cabo como o TAT-8 exige um navio especializado, como o MV Maasvliet, equipado com ganchos e sistemas de cabresto para “pescar” o cabo no leito marinho.

Após localizado, o trecho é içado com cuidado e enrolado lentamente a bordo para evitar danos às fibras já envelhecidas.

A operação é intermitente e altamente dependente das condições climáticas, com tempestades atrasando o cronograma.

Empresas como a Sub Environmental Services fazem esse trabalho para liberar rotas a novos cabos de altíssima capacidade, renovando a infraestrutura global de comunicação.

O que acontece com o TAT-8 depois de ser retirado do fundo do mar

Depois de removido, o TAT-8 segue para instalações de reciclagem, como as da Mertech Marine, na África do Sul, onde é desmontado por camadas.

O cobre é separado e reciclado com grande economia de energia, o aço vira insumo para construção e o polietileno é reaproveitado pela indústria de plásticos.

Os repetidores submarinos recebem atenção especial por conterem metais valiosos, como ouro e prata, que são recuperados e reinseridos na cadeia produtiva.

Esse processo reduz o impacto ambiental do vasto “cemitério submarino”, que soma cerca de 2 milhões de quilômetros de cabos obsoletos.

Por que os cabos submarinos ainda são essenciais na era dos satélites

Apesar da popularidade dos satélites, cerca de 99% do tráfego internacional de dados ainda passa por aproximadamente 500 cabos submarinos ativos.

Eles oferecem vantagens técnicas decisivas para suportar a internet, a nuvem, streaming e comunicações em tempo real.

Essas vantagens ajudam a explicar por que os cabos continuam sendo a espinha dorsal da rede global, mesmo com o avanço de constelações de satélites em órbita baixa.

Leia também: Caribe Brasileiro tem mar azul-turquesa, águas frias e transparentes e à areia extremamente branca

Por que os cabos submarinos ainda são essenciais na era dos satélites

Entenda por que a infraestrutura invisível no fundo do mar continua dominando a internet global

Fator-chave Por que é decisivo
⚡ Baixa latência Os sinais percorrem distâncias com menos atraso em comparação com satélites em órbita alta, garantindo respostas mais rápidas para aplicações críticas.
🚀 Alta capacidade Cabos modernos são capazes de transportar enormes volumes de dados, alcançando velocidades de terabits por segundo.
🌊 Estabilidade Enlaces submarinos apresentam maior consistência e sofrem menos interferência de condições climáticas extremas.
💰 Custo menor O custo por gigabyte é significativamente mais competitivo no longo prazo quando comparado a soluções baseadas em satélites.

Como o “cemitério submarino” se tornou um novo campo de curiosidades tecnológicas

A expressão “cemitério submarino” descreve os inúmeros cabos antigos deixados no fundo do mar após serem substituídos.

Hoje, esses cabos são vistos como fonte de matérias-primas, oportunidade de reorganizar rotas e também como capítulos da história da internet escondidos sob as águas.

Histórias como a do TAT-8 revelam uma infraestrutura física gigantesca que mantém o planeta conectado, envolvendo engenharia extrema, reciclagem em larga escala e impacto ambiental.

Para quem gosta de tecnologia, acompanhar o resgate desses cabos é uma forma de entender melhor como a rede global realmente funciona.

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