Mark Zuckerberg lança óculos Ray-Ban com IA
A Meta apresentou os Ray-Ban Display, óculos inteligentes que prometem inaugurar a era da superinteligência pessoal e aposentar celulares
Mark Zuckerberg apresentou um novo capítulo da aposta da sua empresa em realidade aumentada e inteligência artificial: os Meta Ray-Ban Display, óculos inteligentes com visor embutido e controle por uma braçadeira neural.
A promessa principal, apresentada no evento Meta Connect nessa quarta-feira (17), é entregar o que Zuckerberg chama de “superinteligência pessoal”.
Com ela, os dispositivos vão permitir ao usuário acessar mensagens, videochamadas, traduções, notificações e comandos por gestos sutis sem tirar os olhos do mundo real.
O novo aparelho inclui um display colorido de alta resolução acoplado à lente direita, que se ativa apenas quando necessário, minimizando distrações visuais.
Complementando os óculos, a Meta lançou a Meta Neural Band, uma pulseira EMG (eletromiografia) capaz de detectar os sinais musculares do usuário, mesmo antes de movimentos visuais perceptíveis, e traduzi-los em comandos digitais.
A bateria dos óculos oferece cerca de seis horas de uso misto, com autonomia estendida via estojo de recarga, enquanto a pulseira promete até 18 horas de duração.
O preço de estreia foi estabelecido em 799 dólares para o conjunto óculos + pulseira, com lançamento previsto nos Estados Unidos em 30 de setembro, chegando a outros mercados em 2026.
Além dos Ray-Ban Display, a Meta também apresentou versões aprimoradas dos seus óculos Ray-Ban sem display, com bateria melhorada, câmera superior e novos recursos de tradução e foco de conversação.
Também exibiu outro modelo de óculos, o Oakley Meta Vanguard, pensado para esportistas, com integração a plataformas de fitness como Garmin e Strava.
Apesar do entusiasmo, o lançamento foi marcado por falhas técnicas durante as demonstrações, inclusive uma videochamada que não foi atendida, atribuída a problemas de conexão.
Esses problemas questionam a viabilidade prática da substituição dos smartphones por gadgets vestíveis mais integrados, sobretudo porque os consumidores ainda terão de avaliar se os benefícios compensam o investimento e as limitações práticas, como autonomia de bateria, peso, design “pesadão” etc.
Também há desafios externos em temas como garantia de privacidade – afinal ele vai ver e ouvir tudo que você faz – robustez do software, aceitação cultural e concorrência de empresas como Google, OpenAI e outras que também miram nesse mercado.
Os Meta Ray-Ban Display podem ser tanto um avanço importante no ramo dos óculos inteligentes, quanto um teste estratégico para a Meta em sua ambição de liderar a próxima geração de interação homem-máquina, onde o dispositivo deixa de ser algo que você segura ou olha para algo que acompanha e complementa a percepção do usuário.
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