Google diz para evitar essas redes no celular — veja o motivo
Pode comprometer sua segurança.
Nos últimos anos, o aumento de golpes por mensagens de texto no celular tem chamado a atenção de especialistas em segurança digital e autoridades em diversos países. Em 2025, a preocupação se intensificou devido ao avanço de técnicas que permitem o envio de SMS maliciosos diretamente aos smartphones, sem passar pelas redes tradicionais das operadoras. Esse tipo de ameaça, conhecido como “SMS blaster”, utiliza dispositivos de rádio para enganar o telefone, fazendo-o acreditar que está conectado a uma rede legítima.
O principal risco dessa abordagem é que o criminoso não precisa mais conhecer o número da vítima. Basta estar próximo ao local desejado para que os aparelhos na área recebam as mensagens fraudulentas. Esse método, além de driblar filtros de segurança das operadoras, amplia o alcance dos ataques e dificulta a identificação dos responsáveis.
Como funcionam os ataques de SMS blaster?
Os SMS blasters são dispositivos capazes de simular uma estação de rádio de telefonia móvel. Ao se aproximar de uma área, eles fazem com que os celulares conectem-se automaticamente a essa “rede falsa”, permitindo o envio de mensagens diretamente aos aparelhos. O conteúdo dessas mensagens pode variar, mas geralmente busca enganar o usuário para obter informações pessoais ou financeiras, como senhas, dados bancários ou códigos de autenticação.
Segundo especialistas, a vulnerabilidade está principalmente nas redes móveis mais antigas, como o 2G. Essas redes possuem padrões de segurança ultrapassados, facilitando a ação dos criminosos. Por esse motivo, empresas como Google e Samsung têm recomendado que os usuários desabilitem o 2G em seus dispositivos, sempre que possível, para evitar esse tipo de exposição.
Por que desabilitar o 2G pode aumentar a segurança do smartphone?
O 2G, lançado na década de 1990, foi um marco na comunicação móvel, mas atualmente é considerado inseguro diante das ameaças modernas. Diferente das gerações mais recentes, como 4G e 5G, o 2G não oferece mecanismos robustos de criptografia e autenticação, tornando mais fácil para um atacante criar uma rede falsa e interceptar dados.
- Facilidade de interceptação: O 2G permite que dispositivos maliciosos capturem informações transmitidas entre o telefone e a rede.
- Falta de autenticação: Não há verificação rigorosa da legitimidade da estação de rádio, facilitando ataques de intermediário.
- Compatibilidade: Muitos smartphones ainda mantêm o 2G ativado por padrão, especialmente em regiões onde o desligamento dessa tecnologia não foi concluído.
Desabilitar o 2G é uma medida simples, mas eficaz, para reduzir o risco de ataques via SMS blaster. No Android, a opção pode ser encontrada nas configurações de rede do aparelho. Já em dispositivos Apple, a função ainda não está disponível de forma nativa, sendo necessário recorrer a modos de proteção avançada, como o Lockdown Mode.

Quais cuidados tomar para evitar golpes por SMS no celular?
Além de ajustes técnicos, a atenção do usuário é fundamental para evitar cair em fraudes. Os golpes por SMS costumam se aproveitar de situações cotidianas, como supostas entregas de encomendas, prêmios ou atualizações de cadastro em bancos. Para se proteger, algumas recomendações são essenciais:
- Desconfie de mensagens inesperadas: Empresas e instituições financeiras raramente solicitam dados pessoais ou financeiros por SMS.
- Verifique erros de ortografia: Mensagens fraudulentas frequentemente apresentam erros gramaticais ou de digitação.
- Não clique em links desconhecidos: Evite acessar links enviados por SMS, especialmente se não estiver esperando nenhum contato.
- Consulte canais oficiais: Em caso de dúvida, procure o atendimento oficial da empresa para confirmar a veracidade da mensagem.
- Ative filtros de spam: Muitos smartphones oferecem recursos para filtrar mensagens de remetentes desconhecidos ou suspeitos.
Como as empresas de tecnologia estão reagindo aos golpes por SMS no celular?
Com o aumento dos ataques, fabricantes de smartphones e desenvolvedores de sistemas operacionais têm investido em novas camadas de proteção. O Google, por exemplo, anunciou que recursos como detecção de chamadas e mensagens suspeitas estão sendo integrados ao processo de configuração inicial dos aparelhos Pixel. Isso facilita a ativação dessas ferramentas, tornando a proteção mais acessível para todos os usuários.
Além disso, a tendência é que recursos de inteligência artificial sejam cada vez mais utilizados para identificar padrões de fraude em tempo real, sem comprometer a privacidade dos dados dos usuários. O processamento dessas informações ocorre diretamente no dispositivo, evitando o envio de dados sensíveis para servidores externos.
Com a evolução das ameaças digitais, a combinação de tecnologia e conscientização do usuário se mostra fundamental para reduzir os riscos. Manter o sistema operacional atualizado, desabilitar redes antigas como o 2G e adotar práticas seguras ao lidar com mensagens são passos importantes para garantir a segurança dos dados pessoais em 2025.
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