Executivos da Meta e OpenAI ganham cargos militares nos EUA
Especialistas são incorporados como tenentes-coronéis da reserva para acelerar inovação no Exército americano
Quatro executivos de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos foram incorporados como tenentes-coronéis da reserva do exército americano na criação do Detachment 201, uma nova unidade batizada de Executive Innovation Corps.
Foram nomeados Shyam Sankar, diretor de tecnologia da Palantir; Andrew Bosworth, diretor de tecnologia da Meta; Kevin Weil, diretor de produto da OpenAI; e Bob McGrew, ex-diretor de pesquisa da OpenAI e hoje conselheiro do laboratório Thinking Machines.
Todos passarão por um curso de seis semanas em Fort Benning, com instruções de aptidão física, tiro e normas de conduta militar.
Embora formalmente incorporados à reserva como oficiais, os executivos não atuarão em combate. Um funcionário do Departamento de Defesa afirmou ao Wall Street Journal: “Não é como se fosse, ‘Largue seu teclado e pegue um rifle’.”
O Detachment 201 faz parte do plano do secretário do Exército, Dan Driscoll, de acelerar a modernização tecnológica da força terrestre.
A proposta é incorporar conhecimento técnico e agilidade do setor privado diretamente à estrutura da reserva, com foco em projetos específicos de inovação, especialmente nos setores de inteligência artificial, sistemas autônomos e arquitetura de comando e controle.
As empresas envolvidas já mantêm contratos e parcerias com o Pentágono.
A Palantir fornece plataformas de análise de dados e sensores, enquanto a OpenAI e a Meta vêm colaborando com empresas como a Anduril em ferramentas de defesa com base em inteligência artificial.
O laboratório Thinking Machines, criado neste ano, reúne ex-desenvolvedores da OpenAI e foca na integração entre humanos e máquinas.
Cada oficial do novo grupo dedicará cerca de 120 horas por ano ao Exército, como consultor.
O programa não exige afastamento das funções privadas, mas estabelece regras para evitar conflito de interesses entre os projetos públicos e privados.
A nomeação dos executivos ocorre no contexto do aniversário de 250 anos do Exército dos EUA.
A medida reflete uma mudança de postura tanto nas Forças Armadas quanto no Vale do Silício, que por anos evitou associação direta com a indústria de defesa.
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