Ex-engenheiro do Google pode pegar 175 anos de prisão por espionagem
Acusado de roubar segredos de IA para a China, Linwei Ding aguarda julgamento nos EUA
Linwei Ding, ex-engenheiro de software do Google, aguarda julgamento nos Estados Unidos após ser acusado de roubar segredos comerciais relacionados à inteligência artificial. O crime teria beneficiado empresas e o governo da China. O processo envolve 14 acusações, sendo sete por espionagem e sete por roubo de segredos comerciais.
As acusações podem resultar em uma pena acumulada de até 175 anos de prisão. Cada crime de espionagem prevê até 15 anos de prisão e multa de US$ 5 milhões, enquanto as acusações de roubo de segredos comerciais podem levar a até 10 anos de prisão e multa de US$ 250 mil.
Ding, de 38 anos, foi contratado pelo Google em 2019. Entre maio de 2022 e maio de 2023, ele teria transferido mais de 1.000 arquivos confidenciais para sua conta pessoal na nuvem, incluindo informações críticas sobre os chips personalizados usados nos supercomputadores do Google para treinar modelos de IA.
Durante o período dos roubos, Ding estava associado a duas empresas de tecnologia na China e fundou sua própria startup de inteligência artificial no país. Segundo a acusação, ele compartilhou informações confidenciais em uma apresentação interna, destacando como os dados poderiam impulsionar a infraestrutura tecnológica chinesa.
Ele também usou os documentos em uma inscrição para um programa de talentos patrocinado pelo governo chinês, que incentiva a transferência de tecnologia estrangeira.
O caso faz parte das ações da Disruptive Technology Strike Force, uma força-tarefa criada pela administração Biden em 2023 para proteger tecnologias sensíveis dos EUA contra espionagem por países como China e Rússia. A investigação foi conduzida pelo FBI, com promotores federais liderando a acusação.
O Google cooperou com as investigações. Durante uma audiência em dezembro de 2024, promotores e advogados discutiram um acordo, mas que não se concretizou até o momento.
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