Crusoé: Justiça dos EUA isenta Meta por uso de livros no treino de IA
Juiz afirmou que autores da contestação falharam na argumentação, mas alertou para riscos ao mercado editorial
Um juiz federal dos Estados Unidos decidiu na quarta-feira, 26, que a Meta não violou a lei ao usar obras protegidas por direitos autorais no treinamento de seu modelo de inteligência artificial, o Llama.
A decisão, proferida por Vince Chhabria, da Corte Distrital de São Francisco, rejeitou a ação movida por um grupo de autores que acusava a empresa de utilizar livros sem autorização nem compensação.
Chhabria reconheceu que o uso feito pela Meta foi “suficientemente transformador” para ser enquadrado na doutrina do fair use, que permite determinados usos de obras protegidas sem necessidade de licença.
Ao mesmo tempo, o juiz enfatizou que a decisão não legaliza automaticamente a prática.
“Esses autores usaram os argumentos errados”
“Esta decisão não significa que o uso de materiais protegidos pela Meta para treinar modelos de linguagem seja legal”, afirmou Chhabria. “Significa apenas que esses autores usaram os argumentos errados e não conseguiram reunir evidências que sustentassem o argumento certo.”
O magistrado alertou para o potencial dano econômico causado pela inteligência artificial ao mercado criativo.
“Não importa o quão transformador seja o treinamento, é difícil imaginar que seja justo usar livros protegidos no desenvolvimento de uma ferramenta que pode render bilhões ou trilhões de dólares”, escreveu.
Ele destacou o risco de que modelos de IA gerem conteúdos concorrentes em larga escala, “minando drasticamente o incentivo para que seres humanos criem coisas da maneira tradicional”.
Os livros
O processo citava obras como The Bedwetter, de Sarah Silverman, e A breve e assombrosa vida de Oscar Wao, de Junot Díaz. Os livros teriam sido acessados pela Meta por meio do LibGen, uma biblioteca online conhecida por hospedar obras sem permissão dos detentores dos direitos.
Em nota enviada à imprensa, um porta-voz da Meta afirmou:
“Agradecemos a decisão da corte. Os modelos de IA de código aberto estão impulsionando inovações transformadoras, produtividade e criatividade, e o uso legítimo de material protegido por direitos autorais é…
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