Crusoé: Discord notifica usuários sobre suspensão de lives
Ao entrar na função Go Live, os usuários da plataforma recebem a mensagem de "compartilhamento de tela indisponível"
O Discord enviou nesta segunda-feira, 17, fim do prazo estabelecido pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), uma mensagem aos usuários, notificando-os sobre o fim das transmissões ao vivo.
“Uma ordem governamental exige que o Discord suspenda o Go Live e o chat de vídeo em tempo real para usuários no Brasil.”
Ao entrar na função Go Live, os usuários recebem a mensagem de “compartilhamento de tela indisponível”.
Em carta à comunidade, o Discord afirmou estar “trabalhando de boa-fé” com a ANPD.
“Como resultado, os recursos de compartilhamento de tela e chamadas de vídeo ficarão indisponíveis para usuários no Brasil a partir de agora. Estamos trabalhando para restabelecer o acesso a esses recursos importantes o mais rápido possível”, acrescentou.
“Esta é uma situação séria. A ordem ocorre após um caso devastador envolvendo a morte de uma adolescente, na sequência de uma campanha coordenada de violência extrema conduzida em múltiplas plataformas. Trabalhamos todos os dias para manter esses indivíduos fora da nossa plataforma e para tornar o Discord mais seguro para os adolescentes. Temos colaborado e continuamos colaborando com as autoridades policiais neste caso”, seguiu.
“Sabemos o quanto esses recursos afetados são importantes para a nossa comunidade no Brasil. Gamers, desenvolvedores, pequenas empresas e comunidades de todos os tipos em todo o país usam o Discord para se conectar e colaborar. Amigos usam as chamadas de vídeo para passar tempo juntos e compartilham suas telas por diversos motivos, inclusive simplesmente para curtirem momentos juntos e mostrarem uns aos outros o que estão jogando”, concluiu.
A decisão da ANPD
Após pressão da primeira-dama Janja, a ANPD determinou na quarta-feira, 12, a suspensão das transmissões ao vivo no Discord.
A plataforma tinha três dias úteis para bloquear a funcionalidade de transmissões ao vivo.
Segundo a agência, a ação faz parte do processo de fiscalização instaurado em 7 de agosto para apurar falhas na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Em nota, a ANPD disse haver “evidências robustas de que a empresa não adotou medidas razoáveis para prevenir e mitigar riscos de acesso, exposição, recomendação ou facilitação de contato com conteúdos ou práticas que representem graves violações de direitos de crianças e adolescentes no âmbito do seu serviço, sobretudo indução, incitação, instigação ou auxílio à violência, à automutilação e ao suicídio”, conforme determina o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
A agência afirmou ter recebido informações do Discord…
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