Criptografia quântica e teletransporte de fótons surgem como resposta a ameaças digitais impulsionadas por IA
Teletransporte de polarização entre fótons é realizado com 70% de sucesso
Uma pesquisa da Universidade de Stuttgart estabeleceu um marco importante ao teletransportar estados quânticos entre fótons de fontes de luz diferentes.
Este avanço aponta para o futuro dos repetidores quânticos, fundamentais para uma internet quântica, enquanto o ambiente digital permanece vulnerável a ataques cada vez mais sofisticados e impulsionados pela inteligência artificial.
Neste cenário, a criptografia quântica desponta como solução promissora, utilizando as bases da física quântica para proteger informações de modo a detectar qualquer tentativa de interceptação.
Avanços científicos comprovam o progresso dos repetidores quânticos
O desenvolvimento da tecnologia necessária para uma internet quântica eficiente enfrenta desafios consideráveis. Recentemente, um projeto no Instituto de Óptica de Semicondutores e Interfaces Funcionais (IHFG) da Universidade de Stuttgart relatou um avanço relevante com o repetidor quântico, viabilizando o teletransporte de informações quânticas entre fótons de diferentes pontos quânticos.
Os resultados, publicados na Nature Communications, evidenciam a relevância do teletransporte de informação nessa rede emergente.

O funcionamento da comunicação quântica
Na comunicação tradicional, dados trafegam como sequências de zeros e uns; enquanto isso, a comunicação quântica utiliza fótons codificados por sua polarização. O comportamento desses fótons, governado pela mecânica quântica, dificulta a interceptação sem detecção. Um grande desafio, porém, é a perda de sinal pela distância na fibra óptica, já que estados quânticos não podem ser replicados ou amplificados de maneira convencional.
Teletransporte quântico facilita comunicações a longas distâncias?
O teletransporte quântico surge como solução inovadora para a transmissão de informações a distâncias maiores. Os repetidores quânticos são desenvolvidos para renovar os dados quânticos antes do seu enfraquecimento na fibra óptica. Existem, no entanto, diversos obstáculos técnicos, sendo essencial que os fótons sejam quase idênticos em cor e perfil temporal, uma tarefa desafiadora com múltiplas fontes de geração.
Desafios técnicos superados na pesquisa de Stuttgart
A equipe alemã conseguiu teletransportar estados quânticos entre fótons vindos de pontos quânticos diferentes, superando uma barreira relevante. Este resultado foi possível graças ao desenvolvimento de fontes de luz semicondutoras capazes de produzir fótons praticamente idênticos com propriedades bem definidas.
Para exemplificar os avanços, veja alguns aspectos que contribuíram para o sucesso da pesquisa:
- Produção de fótons únicos em semicondutores
- Configuração dos pontos quânticos semelhante à de um átomo
- Minimização das diferenças entre pontos quânticos criados em laboratórios distintos
Telecom-wavelength quantum teleportation using frequency-converted photons from remote quantum dots | Nature Communications https://t.co/lKBiPZpphq
— Nirmata (@En_formare) November 19, 2025
First all-photonic teleportation using remote solid-state emitters at telecom wavelengths: scalable, on-demand, and integrable into… pic.twitter.com/O3lHTi9K9r
Perspectivas para a internet quântica mundial
A experiência de Stuttgart transferiu a polarização de um fóton de um ponto quântico a outro, mesmo em uma distância de apenas 10 metros de fibra óptica. O objetivo futuro é ampliar essa distância, superando as limitações atuais.
Pesquisas anteriores já mostraram que o entrelaçamento dos fótons pode permanecer após 36 km de transmissão. Agora, a equipe trabalha para aumentar a taxa de sucesso do teletransporte, que já supera 70%, aprimorando a fabricação de semicondutores. Este é um passo fundamental para transformar a comunicação global com bases quânticas seguras.
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