“É lógico que eu não ia ficar no Brasil”, diz Ramagem após fugir do STF
Na noite desta quarta-feira, 19, circularam informações segundo as quais Ramagem estaria morando em um condomínio de luxo em North Miami
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) afirmou em uma live neste domingo que deixou o Brasil em setembro para evitar ser preso. Ele declarou que permanece nos Estados Unidos com “anuência do governo americano”.
Na noite desta quarta-feira, 19, circularam informações segundo as quais Ramagem estaria morando em um condomínio de luxo em North Miami, nos Estados Unidos, mesmo tendo sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão em regime inicial fechado. Ramagem foi proibido de deixar o país.
A condenação ocorreu no julgamento da ação penal que apurou a atuação do “núcleo 1” na suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023. O parlamentar do PL foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
“É lógico que eu não ia ficar no Brasil, com as minhas filhas me vendo ser preso sem ter cometido crime nenhum e sofrendo diante de uma ditadura”, declarou o parlamentar na live.
Ramagem declarou ainda que está “seguro” nos Estados Unidos e sugeriu que sua permanência ocorre com conhecimento do governo local. “Essa perseguição contra mim é grave, a gente só vai tomar ciência e dos porquês disso ao longo do tempo”, disse, sem apresentar detalhes sobre a suposta autorização norte-americana.
Na sexta-feira última, 21, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do parlamentar.
Na quarta-feira à noite, os deputados federais Pastor Henrique Vieira, Tarcísio Motta, Chico Alencar, Talíria Petrone e Glauber Braga, todos do Psol do Rio de Janeiro, protocolaram pedidos ao STF e à Polícia Federal (PF) pedindo a prisão cautelar de Ramagem.
De acordo com Henrique Vieira, não existe nenhuma confirmação pública de que os passaportes de Ramagem, retidos por determinação judicial, tenham sido devolvidos, e isso reforça a suspeita de fuga e coloca em risco a execução da pena.
“A permanência do deputado no exterior, somada à gravidade dos crimes pelos quais foi condenado, entre eles tentativa de golpe e organização criminosa, demanda resposta urgente das autoridades para garantir a aplicação da lei penal e evitar nova evasão”, declara o congressista do Psol.
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