Como o novo blindado leve do Exército monta um escudo anti-drones capaz de paralisar enxames inteiros no ar
O M-LIDS é um sistema integrado de combate, montado em veículos M-ATV, voltado à proteção de forças terrestres contra drones
O M-LIDS, sigla em inglês para Mobile-Low, Slow, Small-Unmanned Aircraft Integrated Defeat System, é um sistema móvel de defesa projetado para detectar, rastrear e neutralizar drones de pequeno porte em apoio direto às tropas em terra.
Integrando sensores, radares, comando e controle, armas cinéticas e não cinéticas em plataformas blindadas sobre rodas, ele se tornou peça central da estratégia C-UAS (Counter-Unmanned Aerial Systems) do Exército dos Estados Unidos.
O que é o M-LIDS e qual seu papel na defesa contra drones?
O M-LIDS é um sistema integrado de combate, montado em veículos M-ATV, voltado à proteção de forças terrestres contra drones de baixa altitude, foguetes e morteiros. Ele combina vigilância 360 graus, processamento tático e diferentes opções de engajamento, priorizando rapidez e precisão.
Dentro da doutrina C-UAS, o M-LIDS atua como camada móvel de curto alcance, capaz de acompanhar formações em manobra.
Seu desenvolvimento envolve empresas como Leonardo DRS, Moog, Raytheon e Northrop Grumman, com uso operacional crescente desde 2021 em testes, treinamentos e cenários reais.

Como o M-LIDS opera no campo de batalha?
O sistema é distribuído em dois M-ATV blindados: um concentrado em sensores, radares e guerra eletrônica; outro focado em armamentos e parte dos sensores de reconhecimento. Essa divisão amplia a cobertura, permite acompanhar múltiplos alvos e reduz o tempo entre detecção e engajamento.
O ciclo típico começa com a detecção por radares KuRFS ou Ku-720 e segue para o sistema de comando e controle, que consolida a cena tática e evita confusão com aeronaves amigas. A guarnição então decide entre armas cinéticas, como o canhão de 30 mm ou interceptores Coyote, e opções não cinéticas de guerra eletrônica.
Por que o M-LIDS é relevante nos conflitos modernos?
Drones baratos e de fácil operação passaram a ser usados para vigilância, correção de tiro, ataques de precisão e enxames. Eles voam baixo, devagar e com baixa assinatura, muitas vezes em áreas urbanas e próximas a forças amigas, dificultando a defesa aérea tradicional.
O M-LIDS oferece solução móvel, modular e em múltiplas camadas: detecção por radar, confirmação visual, guerra eletrônica e destruição cinética. Integrado a outras defesas de curto alcance, ele aumenta a sobrevivência das tropas em operações ofensivas e defensivas, em diferentes tipos de terreno.
Quais são os principais componentes do M-LIDS?
O M-LIDS destaca-se pela integração de sensores avançados e sistemas de tiro reconfiguráveis, capazes de adaptação rápida a novas ameaças. A torre RIwP, da Moog, aceita diferentes combinações de armamentos e sensores, facilitando futuras atualizações de software e hardware.
Uso dos radares KuRFS e Ku-720 para vigilância 360° e rastreamento de alvos pequenos e lentos.
Sensores eletro-ópticos, térmicos e laser para confirmação visual e designação de alvos.
Canhão XM914 de 30 mm e mísseis Coyote para destruição física de drones em diversas altitudes.
Capacidade de interferir nos enlaces de comando e controle, forçando a queda ou desvio do UAS.
Quais tecnologias se destacam no M-LIDS C-UAS?
O radar KuRFS emprega tecnologia AESA, com múltiplos módulos de antena que permitem feixes ágeis e rastreamento preciso de alvos pequenos. O Ku-720, versão mais leve, foi otimizado para alta mobilidade e menor custo, mantendo boa capacidade de detecção de UAS de Grupo 1 a 3.
O interceptor Coyote é outro eixo crítico, com versões cinéticas e não cinéticas. O Block 2, com motor a jato, amplia o envelope de alcance e altitude, enquanto o Block 3 foi pensado para ser recuperável e reutilizável, reduzindo custos em campanhas prolongadas de defesa contra drones.
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