Com 18 mil km/h e capacidade de transportar 3 astronautas, a cápsula chinesa Mengzhou impressiona pela autonomia de 21 dias e por ser a primeira nave do país projetada para voos tripulados à Lua
A China avança em 2026 para consolidar um programa lunar tripulado próprio, combinando novos foguetes reutilizáveis
A China avança em 2026 para consolidar um programa lunar tripulado próprio, combinando novos foguetes reutilizáveis, cápsulas modernas e um módulo de pouso dedicado.
Testes com a cápsula tripulada Mengzhou, o foguete Longa Marcha 10 e o módulo de pouso Lanyue colocam o país como competidor direto dos Estados Unidos no retorno de astronautas à Lua.
O que é a cápsula tripulada Mengzhou e por que seu teste de abortagem é crucial?
A cápsula Mengzhou é o novo veículo tripulado chinês, projetado para operar em órbita baixa e em missões rumo à Lua. Em fevereiro de 2026, um teste de abortagem em voo demonstrou a capacidade de resgatar a cápsula em caso de falha grave do foguete.
Os motores de escape afastaram rapidamente o módulo do lançador, que voou sem astronautas, apenas com sensores e telemetria. O sucesso da sequência de abortagem é requisito central em qualquer programa tripulado, reduzindo riscos nas fases mais críticas do lançamento.
China intends on launching 5 Long March 10’s this year.
— Truthful🛰️ (@Truthful_ast) April 10, 2026
LM-10 launched on a harsh suborbital trajectory two months ago with a successful landing, now its launching again in a few weeks, more in the middle of the year, and then at the end of the year with an unmanned Mengzhou… pic.twitter.com/clPSp8i47J
Como a cápsula Mengzhou apoia missões de maior duração?
Além do sistema de escape, a Mengzhou foi concebida para missões mais longas que as cápsulas chinesas anteriores. O desenho inclui maior volume interno, capacidade para mais astronautas e sistemas atualizados de navegação e suporte de vida.
Essas melhorias tornam a cápsula um elemento central no plano chinês de levar tripulações à órbita lunar e, depois, até o módulo de pouso Lanyue. A intenção é possibilitar estadias mais prolongadas em missões científicas e de demonstração tecnológica no entorno da Lua.
Como o foguete Longa Marcha 10 se integra aos planos lunares da China?
O Longa Marcha 10 é o novo foguete pesado da China, projetado para lançar a Mengzhou e elementos de infraestrutura lunar. Em teste recente, o primeiro estágio realizou um pouso controlado no oceano, em queda vertical com propulsão na fase final.
O voo suborbital validou tecnologias de guiagem, controle e reentrada, abrindo caminho ao reuso parcial. Cada lançamento experimental ajusta software, estruturas e procedimentos de recuperação, construindo histórico de confiabilidade antes das primeiras missões tripuladas rumo à Lua.
Vídeo con secuencias espectaculares de la prueba del sistema de aborto de la Mengzhou en vuelo del pasado febrero 📷 https://t.co/lQu15hNGpA pic.twitter.com/1A6zVGd8w6
— Daniel Marín (@Eurekablog) April 18, 2026
Como o programa lunar da China se compara ao programa Artemis dos Estados Unidos?
A disputa entre o programa lunar chinês e o programa Artemis, da NASA, concentra-se no retorno de astronautas à superfície da Lua. Ambos operam com prazos apertados e forte escrutínio internacional, em uma nova “corrida lunar”.
As duas arquiteturas apresentam diferenças estratégicas importantes, que ajudam a entender seus riscos e potenciais:
Utiliza o conjunto Mengzhou (nave), Lanyue (módulo de pouso) e o foguete Longa Marcha 10 em uma estrutura estatal vertical.
Combinação do SLS e Orion com a Starship da SpaceX, evidenciando o papel central de parceiros comerciais.
Atrasos em testes críticos e cronogramas de desenvolvimento podem adiar alunissagens de ambos os lados.
O foco atual evoluiu de “apenas tocar o solo” para a construção de infraestrutura e exploração de recursos in situ.
Quais são os próximos passos para as missões tripuladas à Lua?
Os próximos anos trarão testes de voo, acoplamentos orbitais e ensaios de pouso e decolagem lunar. A China deve amadurecer a Mengzhou em órbita baixa, validar o Longa Marcha 10 e testar o módulo Lanyue em missões não tripuladas.
No programa Artemis, a missão Artemis 2 deve validar SLS e Orion em voo tripulado ao redor da Lua, enquanto demonstrações da Starship em perfil lunar prepararão alunissagens subsequentes.
Ambos os programas priorizam segurança, confiabilidade e algum grau de reutilização para tornar operações lunares recorrentes e sustentáveis.
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