Cientistas jogam 400 bolas de concreto no mar e o motivo pode transformar a energia no mundo

15.03.2026

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Cientistas jogam 400 bolas de concreto no mar e o motivo pode transformar a energia no mundo

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4 minutos de leitura 15.03.2026 16:11 comentários
Tecnologia

Cientistas jogam 400 bolas de concreto no mar e o motivo pode transformar a energia no mundo

À primeira vista, a ideia parece estranha: centenas de enormes bolas de concreto sendo lançadas no fundo do mar.

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Cientistas jogam 400 bolas de concreto no mar e o motivo pode transformar a energia no mundo
Cientistas jogam 400 bolas de concreto no mar e o motivo pode transformar a energia no mundo

À primeira vista, a ideia parece estranha: centenas de enormes bolas de concreto sendo lançadas no fundo do mar.

No entanto, o experimento faz parte de um projeto científico que busca resolver um dos maiores desafios da transição energética global — o armazenamento eficiente de eletricidade produzida por fontes renováveis.

Desenvolvida por pesquisadores alemães, a tecnologia pode se tornar uma alternativa inovadora às baterias tradicionais e até ser aplicada em diversos países, incluindo o Brasil.

Por que cientistas estão lançando bolas de concreto no oceano

O projeto, chamado StEnSea (Stored Energy in the Sea), foi desenvolvido pelo instituto alemão Fraunhofer Institute for Energy Economics and Energy System Technology em parceria com a empresa Pleuger Industries.

A iniciativa começou em 2012 e tem como objetivo usar a pressão das águas profundas para armazenar energia elétrica de forma sustentável.

As estruturas são esferas gigantes de concreto, ocas por dentro, com cerca de 9 metros de diâmetro e peso aproximado de 400 toneladas. Elas são instaladas a profundidades que podem chegar a 800 metros no fundo do mar.

Apesar de parecer poluente à primeira vista, o projeto foi projetado para não liberar resíduos tóxicos nem afetar significativamente a vida marinha.

Como funciona a tecnologia das esferas submarinas

O sistema funciona de maneira semelhante a uma grande bateria hidrelétrica submersa.

Quando há excesso de energia — por exemplo, produzida por parques eólicos ou solares — essa eletricidade é usada para bombear água para fora da esfera, deixando seu interior praticamente vazio.

Quando a rede elétrica precisa de energia novamente, ocorre o processo inverso:

  • A válvula da esfera é aberta
  • A pressão do oceano força a água para dentro
  • A entrada da água movimenta uma turbina interna, gerando eletricidade

Cada esfera pode gerar cerca de 5 megawatts de potência durante algumas horas, contribuindo para equilibrar o fornecimento energético.

Leia também: Jazida subterrânea com mais de 1.000 toneladas de ouro é descoberta por geólogos

Por que essa ideia é importante para o futuro da energia

Um dos maiores problemas das fontes renováveis, como energia solar e eólica, é que elas não produzem eletricidade o tempo todo. Quando o vento para ou o sol se põe, a geração diminui.

Por isso, sistemas de armazenamento são fundamentais para garantir estabilidade no fornecimento de energia. As esferas submarinas surgem como uma alternativa promissora porque:

  • Podem ter vida útil de até 50–60 anos
  • Não exigem grandes barragens ou alagamentos
  • Podem ser instaladas em diversos oceanos e lagos profundos
  • Funcionam sem emissão de poluentes

Onde essa tecnologia pode ser instalada

Estudos apontam que várias regiões do planeta possuem condições ideais para o sistema. Entre os locais analisados estão áreas costeiras de países como:

  • Brasil
  • Noruega
  • Portugal
  • Estados Unidos
  • Japão

Os testes iniciais também estão sendo planejados em áreas profundas do Oceano Pacífico, perto da Califórnia.

Uma “bateria gigante” em bolas de concreto no fundo do oceano

Embora ainda esteja em fase de testes, o conceito do projeto StEnSea representa uma nova abordagem para armazenar energia renovável em larga escala.

Se os resultados forem positivos, o fundo do mar poderá se transformar em um gigantesco sistema de baterias naturais — ajudando países a reduzir a dependência de combustíveis fósseis e avançar na transição energética global.

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