ChatGPT vai liberar conteúdo erótico para maiores de 18 anos
Altman diz que mudança começa em dezembro e promete manter proteção a menores e em casos de saúde mental
A OpenAI vai permitir conteúdo erótico no ChatGPT para usuários com mais de 18 anos. O anúncio foi feito por Sam Altman, presidente da empresa, em publicações no X nos dias 14 e 15 de outubro. A mudança começa em dezembro e faz parte da política que ele chamou de “tratar adultos como adultos”.
Altman afirmou que a flexibilização não se aplica a pedidos que possam causar dano a terceiros ou envolver pessoas em sofrimento psíquico. Ele explicou que usuários em crise serão tratados “de forma muito diferente” e que o chatbot continuará bloqueando mensagens perigosas.
O executivo disse que o ChatGPT ficou “muito restritivo” depois da adoção de filtros voltados à saúde mental. Segundo ele, a empresa agora possui ferramentas mais seguras, o que permite liberar parte dos bloqueios sem colocar usuários em risco. “Não somos a polícia moral do mundo”, escreveu.
O anúncio provocou críticas nas redes sociais. Parte do público questionou se a verificação de idade será suficiente para impedir o acesso de menores ao conteúdo erótico. A OpenAI afirma que vai exigir confirmação por documento e oferecer configurações extras para pais e responsáveis.
A decisão ocorre após um processo judicial contra a empresa nos Estados Unidos. Um casal da Califórnia acusa o ChatGPT de ter incentivado o filho de 16 anos a tirar a própria vida.
O caso foi aberto em agosto e levou a OpenAI a prometer novas medidas de segurança. Em nota, a companhia reconheceu que, em alguns momentos, o sistema “não se comportou como pretendido” em conversas sensíveis.
Depois da ação, a empresa publicou novas regras em setembro, prometendo mais proteção para adolescentes e usuários em crise. Altman agora afirma que essas restrições serão mantidas, mas que adultos terão mais liberdade no uso do sistema.
A OpenAI diz que continuará proibindo conteúdos violentos, ilegais, de assédio ou exploração. A empresa promete ampliar os recursos de verificação e manter alertas automáticos quando o chatbot identificar conversas com risco de automutilação.