Adoção de inteligência artificial nas empresas brasileiras ainda é limitada, diz IBM
Levantamento aponta que só 15% das companhias usam IA de forma ampla; estruturas engessadas e falta de integração dificultam expansão dos projetos
A inteligência artificial ainda avança lentamente no ambiente corporativo brasileiro.
Segundo estudo do IBM Institute for Business Value (IBV), apenas 15% das empresas afirmam utilizar a tecnologia de forma abrangente em suas operações.
O levantamento ouviu 72 diretores de marketing no país e mostra que 85% enfrentam estruturas rígidas e fragmentadas, o que impede que iniciativas-piloto ganhem escala.
Os dados indicam que o entusiasmo com a IA ainda não se traduz em resultados concretos. Apenas 20% dos projetos-piloto alcançaram o retorno sobre investimento esperado, e só 25% foram replicados com sucesso em outras áreas do negócio.
Para a IBM, a principal barreira está na falta de modernização tecnológica e na necessidade de uma transformação organizacional que integre processos e equipes.
A pesquisa também revela um ambiente de forte pressão por resultados. De acordo com o IBV, 58% dos executivos dizem ser cobrados para aumentar a lucratividade, enquanto 69% enfrentam metas diretas de crescimento de receita.
Em busca de estratégias sustentáveis, 63% têm a fidelização de clientes como foco principal até 2026, e 53% destacam a importância da colaboração entre áreas, hoje mais necessária do que nos últimos dois anos.
Entre as prioridades para os próximos três anos estão inovação no modelo de negócios, cibersegurança e privacidade de dados, modernização tecnológica e maior efetividade em marketing e vendas.
Já sustentabilidade ambiental, diversidade e inclusão, além da atração e retenção de talentos, aparecem como desafios secundários.
A IBM observa que muitos líderes ainda não se sentem confiantes para aplicar a tecnologia de forma consistente e segura.
O cenário nacional reflete uma tendência global. Segundo o IBV, 64% dos diretores de marketing em outros países já respondem por resultados financeiros diretos, e 84% afirmam que operações fragmentadas limitam o uso da IA.
Para a IBM, integrar dados e processos sob uma governança clara é o passo essencial para que a inteligência artificial deixe de ser um experimento isolado e se torne um motor real de produtividade e competitividade.
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