Seguros condominiais: cobertura obrigatória e o que mudou em 2025
Seguro garante cobertura contra incêndios, danos elétricos, desastres naturais e responsabilidade civil
O seguro condominial é uma ferramenta essencial para proteção patrimonial e civil em edifícios residenciais.
Ele garante cobertura contra incêndios, danos elétricos, desastres naturais e responsabilidade civil, protegendo tanto o condomínio quanto os moradores.
Com o aumento recente de sinistros, reformas na legislação e reajustes de prêmios, 2025 trouxe novas exigências e práticas recomendadas para síndicos e administradoras.
Segundo dados da SUSEP (2024), o número de sinistros em condomínios cresceu cerca de 18% nos últimos dois anos, com destaque para incêndios em áreas comuns, vazamentos estruturais e acidentes em elevadores.
Cobertura obrigatória
O Código Civil, em seu artigo 1.346, atribui ao síndico a responsabilidade de zelar pelo patrimônio comum. Já a Lei 10.406/2002 e normas da SUSEP exigem que o seguro cubra:
- Incêndio, raio e explosão;
- Danos elétricos e hidráulicos em áreas comuns;
- Responsabilidade civil por acidentes com moradores ou visitantes;
- Equipamentos prediais essenciais, como elevadores e bombas hidráulicas.
Felipe Faustino, advogado especialista em direito condominial, esclarece que “o seguro condominial não é apenas uma obrigação formal. Ele protege financeiramente o condomínio e previne conflitos entre moradores em caso de acidentes ou danos a terceiros”.
Mudanças e tendências em 2025
- Aumento de sinistros: incêndios, enchentes e acidentes em áreas de lazer impulsionaram reajustes nos prêmios;
- Coberturas adicionais: muitas seguradoras oferecem agora proteção contra cyberataques em sistemas de gestão, danos por veículos elétricos e acidentes em coworkings ou áreas de lazer compartilhadas;
- Documentação digital: exigência de laudos de vistoria, certificados de manutenção e comprovantes de inspeção para validade da apólice;
- Fiscalização e auditoria: síndicos devem comprovar que áreas comuns e equipamentos passaram por manutenção periódica para evitar negativa de cobertura;
- Reajustes anuais: a média nacional de aumento de prêmios condominiais em 2025 está em torno de 12%, reflexo do aumento de sinistros e da inflação do setor de seguros.
Dicas práticas para síndicos
- Revisar apólice anualmente: garantir que todas as áreas comuns, equipamentos e responsabilidades estejam cobertas;
- Atualizar dados do condomínio: número de moradores, vagas de garagem, elevadores e áreas de lazer devem estar corretos;
- Manutenção preventiva: laudos de elevadores, bombas hidráulicas, piscinas e instalações elétricas são exigidos pela seguradora;
- Informar moradores: deixar claro quais áreas e situações estão cobertas, prevenindo conflitos;
- Negociar coberturas extras: analisar necessidade de proteção contra riscos modernos, como carregadores de veículos elétricos, drones ou coworkings;
- Registrar ocorrências: qualquer sinistro deve ser documentado detalhadamente para agilizar indenizações.
Segundo levantamento da Confederação Nacional de Seguros (2024), condomínios que mantêm manutenção regular e documentação organizada têm redução de até 40% em negativas de cobertura.
O seguro condominial é uma proteção estratégica e obrigatória que evolui com o tempo. Síndicos atentos às mudanças em 2025, às normas legais e às práticas de manutenção reduzem riscos, preservam o patrimônio e garantem segurança jurídica para todos os moradores.
“A atualização constante do seguro e o cumprimento das normas de manutenção transformam o seguro em aliado, e não apenas em obrigação. Síndicos preparados protegem o condomínio e a coletividade de forma eficaz”, conclui Felipe Faustino.
Por Rafael Bernardes, CEO do Síndicolab, e Felipe Faustino, advogado no escritório Faustino & Teles
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