O luxo é verde
Biofilia, a filosofia de incorporar a vegetação aos projetos, é uma característica cada vez mais presente nos empreendimentos de alto padrão
Prédio ou floresta? Se muitos projetos de edifícios de luxo, até recentemente, costumavam lembrar espelhos gigantes, agora um novo perfil vem chamando a atenção do mercado.
São empreendimentos que usam e abusam de plantas – em jardins e muros verdes – e utilizam elementos vegetais como madeira e palha em seus ambientes coletivos. A tendência tem um nome: biofilia, que vem do latim e significa “amigo da vida”.
Parte dessa tendência é fruto da procura por qualidade de vida e conforto nos novos empreendimentos. Estudos mostram que viver em ambientes arborizados aumenta o relaxamento e a sensação de satisfação com o cotidiano.
E os arquitetos há muito sabem que acrescentar vegetação a um projeto ajuda a reduzir a temperatura do entorno, proteger contra a poluição e criar uma sensação de distância em relação ao ambiente externo – no caso, as ruas barulhentas das grandes cidades.
Jardins
Jardins chamativos sempre foram uma uma marca das construções dos ricos e poderosos – desde os Jardins Suspensos da Babilônia até os palácios das cortes européias.
A diferença é que agora eles fazem parte de um conceito ecológico, e fazem parte de um pacote que inclui energia solar, tomadas para carros elétricos na garagem e equipamentos com inteligência artificial para gerenciar o consumo de água e energia. Conheça alguns exemplos dessa tendência:

Floresta vertical
Em um formato de floresta vertical, o Allard Oscar Freire, projeto do arquiteto Arthur Casas para a Gafisa, irá combinar materiais como pedras e madeiras brasileiras para criar um ambiente acolhedor.
Sem descuidar do luxo, que inclui oito andares de espaço para comodidades como spa e academias, com direito a restaurante do chef estrelado Jean-Georges Vongerichten.

Quintal não, área de preservação
Um condomínio exclusivíssimo com somente quatro residências de cerca de 700m2 cada uma, construídas em um terreno próximo ao Jóquei Clube de São Paulo. Com 400 m2 de floresta por unidade, elas serão vendidas por 35 milhões de reais cada, pela incorporadora G.D8.
O Amazon Haus foi concebido com base no raciocínio de que, no meio da cidade, o metro quadrado de floresta deve valer mais que o metro construído.

Jardins suspensos
Na Alameda Jaú, a 350 metros da avenida Paulista, o projeto Casa Jardins Jaú, da You,Inc tem jardins arborizados em todos os primeiros andares, o que ajuda a aumentar o isolamento das moradias em relação ao ruído e a agitação das ruas abaixo.
O projeto cuida da sustentabilidade em diversos aspectos, do reuso de água de chuva às tomadas para bicicletas e carros elétricos na garagem.

Entre a mata e a lagoa
No bairro Península, ao lado da Lagoa da Tijuca, no Rio, um residencial com 39 casas em um terreno onde 5,3 mil m2 formam uma área de proteção permanente. É a aposta da Azo Inc em seu projeto Insigna, que oferece casas de 262 m2 a 364 m2 com uma lagoa no quintal.
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