Cidade laboratório terá prédios inteligentes e carros voadores
Apenas 2.000 pessoas poderão viver em Woven City, o empreendimento experimental criado pela Toyota aos pés do Monte Fuji
Pense em uma cidade totalmente conectada. Mas totalmente conectada mesmo, com robótica, inteligência artificial e internet das coisas funcionando em todos os espaços. Essa é a Woven City, no Japão, um projeto criado exatamente para servir como um laboratório de inovações, e que em 2025 vai receber seus primeiros habitantes.
Situada aos pés do Monte Fuji, no lugar onde antes ficava uma fábrica de automóveis que foi desativada, ela foi concebida pela Toyota, mas vai operar em um conceito de inovação aberta, dentro do qual inventores de todo o mundo foram convidados a colaborar.
Daí o nome da cidade, “Woven”, que significa “tecido”, em uma analogia com os diversos tipos de inovação que serão costurados entre si. A seleção das invenções participantes acontece através de uma série de peneiras de projetos, que vem sendo realizados desde o anúncio da iniciativa, em 2020.
Os selecionados incluem grandes empresas, como a Nissin, famosa pelo macarrão instantâneo, a Dalkin, maior fabricante de ar-condicionado do mundo, e uma série de startups e universidades.

Tráfego
A cidade usa recursos sustentáveis em todos os campos, desde os materiais de construção até a infraestrutura de alta eficiência energética. Ela terá ruas exclusivas para pedestres, ruas para veículos de mobilidade pessoal como patinetes e bicicletas, e ruas para carros com direção autônoma, incluindo o e-Palette, o microônibus elétrico testado para transporte de atletas e cargas durante as Olimpíadas de Tóquio.
No início do ano, se instalaram na cidade 100 engenheiros e técnicos que participaram da implantação da primeira fase do projeto. Até o final do ano, outros 360 moradores começarão a se mudar, gradualmente.
Para que ela seja administrável, a população da cidade será de pouco mais de 2 mil habitantes quando o projeto estiver totalmente implementado. Isso porque todos eles, assim como as casas e os veículos de Woven, serão conectados entre si através de sensores, com sinal de 5G e wifi em todos os lugares, o que permitirá um nível de interação digital nunca testado antes.

População
A população será composta de inventores (cientistas, engenheiros, técnicos) e “Wovens”, pessoas voluntárias que viverão e trabalharão na cidade como participantes da experiência. Como o ambiente será 100% inteligente, o morador poderá sair do trabalho e acionar remotamente o forno elétrico – ou o microondas ou a panela de arroz – para ter a comida pronta na hora em que chegar na porta de casa.
Se houver algum problema de trânsito – coisa improvável, porque tudo é monitorado – os equipamentos com inteligência artificial poderão comandar uma pausa na preparação do jantar, até que o tráfego volte a andar normalmente.
Pessoas com problemas de saúde poderão ter acompanhamento inteligente, que acionará uma ambulância automaticamente, caso morem sozinhas e tenham um mal-estar dentro de casa.
Os moradores, como participantes da experiência, ajudarão os técnicos dando feedback sobre os sistemas e sugerindo melhorias.
Testes
Haverá testes para todos os tipos de tecnologias, como sistemas avançados de aprendizagem e robôs interativos para ajudar idosos. Drones de segurança ajudarão a escoltar pessoas à noite.
E, entre os sistemas listados para participar dos testes, haverá também carros voadores. Parece ficção científica? Por enquanto, sim. Vamos aguardar os próximos capítulos. Assista a um vídeo de apresentação:
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