Senadores pressionam governadores a seguir ordem de Trump sobre esportes femininos
Republicanos querem ações efeitvas nos estados para excluir transgêneros do esporte feminino
Os senadores republicanos Jim Risch, de Idaho, e Tommy Tuberville, do Alabama, enviaram uma carta à Associação Nacional de Governadores dos Estados Unidos exigindo que os líderes estaduais adotem medidas concretas para aplicar a ordem executiva assinada por Donald Trump em fevereiro, que visa impedir a participação de homens biológicos em competições esportivas femininas.
Intitulada “Mantendo homens fora dos esportes femininos”, a ordem afirma que é dever do governo preservar “a justiça, segurança e igualdade de oportunidades para atletas do sexo feminino”.
Segundo os senadores, embora alguns estados já tenham adotado ações para garantir essa proteção, muitos outros continuam omissos, comprometendo a equidade nas competições femininas em todo o país.
“O país precisa de uniformidade. A maioria dos americanos entende que homens biológicos não devem competir em esportes femininos”, escreveram Risch e Tuberville, argumentando que as diferenças biológicas entre os sexos são significativas e precisam ser reconhecidas para que haja justiça no esporte.
Os parlamentares acusaram políticas “equivocadas” de terem privado mulheres de conquistas esportivas legítimas e as colocado em situações desconfortáveis e inseguras. A carta exorta os governadores que ainda não agiram a alinhar suas políticas estaduais à ordem presidencial de Trump.
Os senadores afirmam estar dispostos a colaborar com os estados que quiserem implementar legislações e políticas públicas em defesa das atletas femininas.
Eles também celebraram os estados que já aderiram à ordem, classificando suas medidas como compromissos claros com “a segurança, a justiça e o futuro dos esportes femininos”.
Risch e Tuberville são autores do projeto “Lei de Proteção às Mulheres e Meninas nos Esportes”, em tramitação no Senado, que busca transformar a ordem executiva em lei federal.
Além disso, encaminharam recentemente pedidos ao Comitê Olímpico Internacional e à NCAA (entidade que organiza os esportes universitários nos EUA) cobrando posicionamentos sobre a participação de atletas trans em categorias femininas e sobre a privacidade de atletas em vestiários.
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Comentários (1)
Annie
09.04.2025 11:00Estão certíssimo.