Quando lutadores usaram golpes proibidos — e ninguém percebeu na hora
Veja os casos em que lutadores aplicaram golpes ilegais no UFC e só foram descobertos após o fim da luta.
No UFC, o regulamento é claro sobre o que é permitido e o que é ilegal durante um combate. Golpes como cabeçadas, ataques na nuca, chutes em oponente caído ou dedos nos olhos são terminantemente proibidos. Mas nem sempre o árbitro percebe tudo o que acontece.
Ao longo dos anos, alguns lutadores aplicaram golpes proibidos que passaram despercebidos durante a luta — e só foram notados após análises em vídeo, entrevistas ou reclamações posteriores. Conheça os casos que levantaram discussões sobre justiça, fiscalização e ética no octógono.
Jon Jones e os dedos nos olhos
Jon Jones, um dos maiores nomes da história do UFC, teve sua carreira marcada por polêmicas dentro e fora do octógono. Em diversas lutas, ele foi acusado de usar os dedos abertos para medir a distância, o que resultou em toques acidentais — ou não — nos olhos de seus adversários.
Embora o árbitro raramente interrompesse o combate por esse motivo, o gesto foi criticado por treinadores e analistas. Mesmo sem penalizações diretas, muitos o consideraram um uso recorrente de uma brecha do regulamento.
Anderson Silva e o chute ilegal contra Okami
Em 2006, em uma luta fora do UFC, Anderson Silva enfrentou Yushin Okami e foi desclassificado por aplicar um chute enquanto o adversário ainda estava com um joelho no chão — movimento ilegal segundo as regras do Pride e das comissões atléticas.
Embora tenha sido penalizado na ocasião, muitos fãs e especialistas ainda citam o caso como exemplo de golpe polêmico que poderia ter passado despercebido em um ambiente de arbitragem menos rigoroso.
Vitor Belfort e a cotovelada na nuca de Marvin Eastman
Na estreia de Marvin Eastman no UFC, em 2003, ele enfrentou Vitor Belfort e acabou sendo derrotado com uma das aberturas mais impressionantes por corte na história do evento. Posteriormente, imagens mostraram que muitos dos golpes decisivos foram cotoveladas direcionadas à nuca — área ilegal segundo o regulamento.
A arbitragem não interrompeu o combate nem aplicou sanções, e a vitória de Belfort foi mantida. O episódio é frequentemente lembrado em listas de lutas marcadas por possíveis infrações não notadas no momento.
Khabib Nurmagomedov e o “fence grab” contra McGregor
Durante a vitória de Khabib sobre Conor McGregor no UFC 229, fãs notaram que o russo segurou a grade em alguns momentos para evitar uma reversão de posição. Embora o ato seja contra as regras, não houve interrupção ou punição imediata por parte do árbitro.
Essas pequenas infrações, mesmo quando não mudam o resultado final, geram críticas e levantam questionamentos sobre a consistência da arbitragem no alto nível do esporte.
Golpes baixos que passaram batido
Vários lutadores já reclamaram de golpes baixos durante as lutas — e em alguns casos, com razão. No entanto, há episódios em que esses ataques ilegais não foram sequer percebidos pela arbitragem ou ignorados por julgarem involuntários.
Um exemplo marcante foi na luta entre Donald Cerrone e Jamie Varner, em que Cerrone alegou múltiplos golpes baixos que só foram confirmados em vídeo posteriormente. Nenhuma punição foi aplicada durante o combate.
O desafio de controlar cada movimento
A velocidade, intensidade e complexidade das lutas de MMA tornam difícil para os árbitros identificarem todos os golpes ilegais em tempo real. Isso abre margem para erros não intencionais — e, em casos raros, atitudes deliberadas que escapam do olhar atento.
Esses episódios mostram que, por mais que o esporte evolua, a arbitragem ainda enfrenta limitações. E quando um golpe proibido passa despercebido, ele não apenas influencia o resultado, mas também marca a história da luta.
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