Joaquim Barbosa reaparece com palpite sobre técnico da seleção
Muito discreto depois de deixar o STF, relator do processo do mensalão foi ao seu perfil no X dizer que o italiano "Ancelotti seria o ideal"
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (foto) reapareceu em seu perfil no X, no qual publica muito pouco, para comentar as perspectivas sobre um novo treinador da seleção brasileira.
Para o relator do processo do mensalão, o português Jorge Jesus “seria uma catástrofe”. “Choque cultural na certa! Abel é muito mais familiarizado com nossos hábitos, nosso modo de ser. É discreto e ético, escorregões pontuais à parte”, completou, referindo-se a Abel Ferreira, treinador português do Palmeiras.
O comentário foi feito a partir de texto do jornalista Mauro Beting, para quem o italiano Carlo Ancelotti, treinador do Real Madrid, seria o ideal para substituir Dorival Júnior, que foi demitido da seleção na sexta-feira, 28, após dolorosa derrota para a Argentina, por 4 a 1, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.
“Patrimonialismo”
Barbosa concorda:
“Ancelotti seria o ideal. Mas por que não testarmos um comando técnico ‘dual’, composto de técnicos brazucas experimentados? É hora de acabar com esse escancarado nepotismo/patrimonialismo (ao invés de ter ao seu lado 1 técnico de 1a linha, o treinador indica o próprio filho!).”
O demitido Dorival tinha como auxiliar Lucas Silvestre, seu filho, que o acompanha há anos em todos os trabalhos. Tite, que treinou o Brasil nas duas últimas copas do mundo, também é assessorado pelo filho, Matheus Bacci.
Ironicamente, Ancelotti, favorito de Barbosa para a seleção, também trabalha com um filho em sua comissão técnica.
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Mensalão
Barbosa foi o protagonista do julgamento do mensalão, que levou à condenação de líderes do PT como José Dirceu e José Genoíno. Ele se aposentou em 2014, quase dois anos depois do fim do julgamento e 11 anos antes da data limite para fazê-lo,
Desde então, Barbosa atua como advogado, discretamente, sem se manifestar sobre assuntos políticos ou do tribunal. Nos últimos meses, compartilhou apenas uma publicação que negava que ele deu entrevista sobre criptomoedas
O último comentário de cunho político ocorreu em agosto de 2024, quando compartilhou notícia sobre a farsa eleitoral de Nicolás Maduro, na Venezuela, questionando:
“E agora? O governo brasileiro vai persistir na ambiguidade que permitiu à ditadura venezuela[na] ganhar tempo e consolidar o golpe?”.
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Comentários (1)
Marian
31.03.2025 08:29Sujestão apropriada! Mas creio ser também o momento, para que vozes sensatas, coloquem luz para o país, neste momento tão triste pelo qual atravessamos. Na espera