Corinthians paga dívida para derrubar transfer ban. E agora, vem outro?
Punição surgiu pelo não pagamento integral da compra do zagueiro Félix Torres, adquirido do Santos Laguna em 2024.
O Corinthians vive forte pressão financeira e esportiva, com condenações em órgãos internacionais do futebol e necessidade de reorganizar contratos e investimentos.
A dívida com o Santos Laguna, do México, paga na última quinta-feira, 08, gerou um transfer ban da Fifa, impedindo o registro de novos jogadores e evidenciando como atrasos em pagamentos internacionais impactam diretamente a montagem do elenco.
O que é o transfer ban do Corinthians e por que ele aconteceu
O transfer ban do Corinthians surgiu pelo não pagamento integral da compra do zagueiro Félix Torres, adquirido do Santos Laguna em 2024.
O acordo era de US$ 6,5 milhões, com entrada de US$ 2 milhões e parcelas posteriores, que não foram cumpridas pelo clube brasileiro.
Diante da inadimplência, o clube mexicano acionou a Fifa, que condenou o Corinthians ao pagamento do valor restante, acrescido de juros de 18% ao ano.
Sem acordo de parcelamento aceito pelo Santos Laguna, a nova gestão teve de reunir recursos para quitar o débito à vista e buscar a retirada da sanção.
Como o transfer ban afeta o registro de jogadores
Com a sanção em vigor, o Corinthians ficou impedido de registrar novos reforços, mesmo durante janelas de transferências abertas. Isso limita a reformulação do elenco e obriga o clube a planejar com antecedência possíveis contratações.
Após o pagamento da dívida, a Fifa é comunicada e inicia trâmites administrativos internos até suspender oficialmente o transfer ban.
Até a conclusão desse processo, o clube continua impossibilitado de inscrever atletas, ainda que já tenha acordos fechados.
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Fim do transfer ban: Corinthians acaba de pagar dívida ao Santos Laguna pela compra de Félix Torres.
O valor foi de R$ 41,6 milhões.
Com isso, o transfer ban deve ser retirado em breve no sistema da FIFA para que o Timão possa voltar a registrar novos jogadores.
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Como o Corinthians adapta sua estratégia de contratações
Para reduzir gastos imediatos, a diretoria sob comando de Osmar Stabile prioriza atletas sem custos de transferência, como jogadores em fim de contrato ou já livres no mercado.
Um exemplo é o defensor que chegou após encerrar vínculo com o Besiktas, sem compensação ao clube turco.
Essa política busca conter novas dívidas com direitos econômicos e tornar a folha mais controlável, mas depende da regularização do clube perante Fifa e CAS para efetivar registros de jogadores.
- Foco em atletas livres: reforços sem taxa de transferência, apenas salários e luvas.
- Contratos mais curtos: redução de riscos e maior flexibilidade de ajustes no elenco.
- Menos intermediários: tentativa de limitar comissões e custos adicionais.
Quais dívidas ainda ameaçam novos transfer bans
Além do caso com o Santos Laguna, o Corinthians responde a outras cobranças internacionais, já julgadas pela Fifa e recorridas ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).
Todas são ligadas a transferências recentes de meio-campistas e podem gerar novas sanções se não forem pagas.
- Valor em dólares devido ao Talleres, da Argentina, pela contratação de Rodrigo Garro.
- Montante em euros a pagar ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, pelo empréstimo de Maycon.
- Pagamento em dólares ao Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela chegada de José Martínez.
- Quantia em euros destinada ao Midtjylland, da Dinamarca, relativa ao meia Charles.
Como a gestão dessas dívidas influencia o futuro esportivo do clube
A forma como o Corinthians administra esses débitos internacionais será decisiva para evitar novos bloqueios de registro e preservar a competitividade nas próximas temporadas. Cada condenação não paga pode resultar em novo transfer ban.
O caso ilustra o impacto de compras parceladas sem planejamento financeiro robusto, reforçando a necessidade de uma política mais cautelosa de contratações para equilibrar contas e manter um elenco competitivo.
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